sexta-feira, 3 de junho de 2011

VAGINISMO, tratamento pela Hipnose

VAGINISMO, tratamento pela Hipnose

Autor: Rafael Siqueira Macedo

Vaginismo é a contração recorrente e involuntária dos músculos em torno do terço externo da vagina quando penetração vaginal é tentada com o pênis, dedo, tampão ou espéculo. Segundo Colás, vagnismo absoluto psicogênico é a impotência feminina. Uma vez descartadas causas orgânicas, o sucesso relatado no tratamento é de 78% a 100%. (Ferreira, 2008)

Vários fatores podem determinar o vaginismo. Devemos sempre descartar alguma hipótese de causa orgânica para dor durante o ato sexual, como os desequilíbrios hormonais, nódulos dolorosos ou infecções nos genitais. O uso de algumas medicações que tenham como efeito colateral a diminuição de lubrificação vaginal também devem ser observados.
As causas psicogênicas podem ser:

situações traumáticas de abuso sexual ou estupro
mensagens anti-sexuais durante a infância (como escutar dos pais que sexo é sujo)
sentimentos de culpa
comportamento sedutor ou controlador por parte dos pais ou cuidadores
dificuldade em consiliar amor com sexo na mesma pessoa (esposa X prostituta)
brigas entre o casal
competição temida com o pai ou mãe, entre outros.

A experiência acumulada nas ultimas duas décadas tem mostrado que a terapia abrangendo o envolvimento imaginativo em problemas do funcionamento sexual é consistentemente mais efetiva do que a terapia que é mais puramente cognitiva, significando primeiro uma referência habitual às imagens espontaneas do paciente, tanto do passado como as projatadas para o futuro, tanto positivas quanto nagativas; e depois o involvimento imaginativo implica uso da visualisação e “vivificação”, como treinamento mental para substituir e corrigir as imagens negativas que freqüentemente paralisam o paciente ou comprometem o comportamento. Colás, tratou sete pacientes com vaginismo psicogênico, sendo que todas as pacientes com dois meses de tratamento puderam manter relação sexual. Ele considerava que a a bordagem cognitivo-comportamental hipnoterápica pode aferecer resultados animadores em tempo relativamente rápido e as técnicas utilizadas incluíram:

Regressão indireta:

padronização de respostas;
livro da vida, corredor com portas;
localização e resgate de vivências simbólicas ou verdadeiras.

Técnicas de utilização da hipnose:

catarse, deslocamento, ressignificação e emocionalização;
dessensibilização progessiva/sitemática – imagética;
progressão: imagética;
orientação para o futuro: pressuposição

Entre 1999 e 2003, na Clínica Psiquiátrica do Hospital Universitário de Riyad, 36 mulheres consecutivamente diagnoticadas com vaginismo pelos critérios do DSM-IV foram randomizadas entre o grupo que recebeu terapia cognitivo-comportamental (TCC) e o grupo com hipnose. A indução da hipnose foi feita pela técnica da fixação do olhar e levitação da mão; seguida pela análise dos medos sexuais e das imagns de culpa, cujas mais freqüentes foram:


Ruptura, dano, dor sangramento pela penetração do pênis.
Vagina muito pequena, estreita e apertada.
Atitudes negativas com relação ao sexo (sujo, indecente, vergonhoso).
Repugnância pelo pênis, sêmen.

O autor pede para a paciente procurar pelas imagens rafletidas nos padorões da linguagem falada de cada paciente.
As consultas com hipnose foram semanais com duração de 45 a 60 minutos, acrescidas de auto-hipnose para aumentar fantasias sexuais e reforçar e reforçar crenças positivas, e imagens positivas relativas ao contato sexual. Quando a paciente imagina durante a hipnose a penetração completa é pedido para ela aplicar nas situação reais com o seu marido. O grupo de 18 mulheres da TCC recebeu dessensibilização gradativa pelas técnicas de Masters e Johnson. O tratamento continua até a reduçãodas manifestações clínicas e a taxa de desitência total foi de 13,9% (trê no grupo com TCC e duas no grupo com hinose). O resultado indicou sucesso no tratamento tanto com TCC quanto com hipnose, mas no grupo com hipnose o resultado positivo (relação sexual ocorreu mais rápido. A imagética sexual é considerada uma comunicação entre percepção, emoção, pensamento e modificações fisiológicas, havendoevidência empírica de que as imagens podem ser tão vivas que a resposta fisiológica pode provocar aumento da temperatura, vasocongestão e mesmo orgasmo. (Ferreira, 2008)

É preciso conscientizar ao casal a importância da colaboração do marido no processo de dessensibilização para que seu desconhecimento em relação ao processo terapeutico não venha a aumentar o nível de ansiedade de sua parceira. Ele até mesmo pode aprender a fazer induções hipnóticas para reforçar acelerarando ainda mais o processo de dessensibilização, além de colaborar no aumento do vínculo afetivo do casal.

Conclusão

A hipnose, tem se mostrado uma ferramenta eficaz para tratamento de diferentes desordens psicossomáticas, ampliando os recursos do próprio paciente para abtenção dos seus abjetivos terapeuticos. Diminuindo o tempo de tratamento assim como um alívio mais rápido dos sintomas de forma geral. Consiliando a hipnose com a TCC no processo terapeutico facilita o trabalho podendo ampliar até quatro vezes a capacidade do paciente dar uma resposta positiva.


Referências:

Ferreira, Marlus V.C. Hipnose na prática Clínica -São Paulo ed. Atheneu, 2006
Ferreira, Marlus V.C. Tratamento Coadjuvante pela Hipnose -São Paulo ed. Atheneu, 2008

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