terça-feira, 31 de maio de 2011

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Autoconhecimento “A Dificílima Viagem De Si A Si ...

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Autoconhecimento “A Dificílima Viagem De Si A Si ...: "Autoconhecimento “A Dificílima Viagem De Si A Si Mesmo” Autora: Márcia Ferreira Machado (CRP 05/37392) “...Restam outros si..."

Autoconhecimento “A Dificílima Viagem De Si A Si Mesmo”

Autoconhecimento

           “A Dificílima Viagem De Si A Si Mesmo”

Autora: Márcia Ferreira Machado (CRP 05/37392)

“...Restam outros sistemas fora do solar a colonizar.
Ao acabarem todos só resta ao homem (estará equipado?)
A dificílima, dangerosíssima viagem de si a si mesmo:
Pôr o pé no chão, do seu coração
Experimentar, colonizar, humanizar o homem
Descobrindo nas suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insustentada alegria
De com-viver.”
                              (Carlos Drummond de Andrade)


Você já percebeu como você reage emocionalmente frente às dificuldades da vida?
Conviver com diversas situações de forma equilibrada, pode ser dificílimo e parecer até
impossível. Mas, o homem possui recursos internos que podem colaborar bastante nesse
processo, e o autoconhecimento é um riquíssimo potencial se para alcançar tal objetivo.
Em geral, as pessoas costumam se queixar de seus problemas responsabilizando
tudo e todos ao seu redor, atribuindo todo o seu  bem-estar ou mal-estar, conquistas e
perdas às coisas externas. Quase nunca se implicando com as conseqüências em função
das escolhas que fazem, e vivem profundamente infelizes porque acreditam que todas as
soluções também virão de fora e cairão como um pacote prontinho, e tudo bem.  Não.
Um velho sábio da antiguidade disse: “Conhece-te a ti mesmo”. Essa mensagem de
Sócrates  dirige-se ao toque de inteligência Emocional: ou seja, a consciência dos
próprios sentimentos quando eles se manifestam. Estar atento à diferença entre ser presa
de um sentimento e tomar consciência de estar sendo arrebatado por ele é crucial, diz
Golemam (1996), p.59.  Escolher e observar conscientemente é um mecanismo muito
enriquecedor e o coração sabe qual é a resposta correta. Embora, a maioria das pessoas
considere o coração piegas e sentimental. Enganam-se. Pois ele é, intuitivo, holístico,
contextual e relacional, afirma Deepak Chopra (1998), p.41-42. 124
Lembrando Antoine de Saint Exupéry com seu bes-seller O Pequeno  Príncipe: “É
com o coração (sentimento) que se vê corretamente; o essencial é invisível aos olhos”.
São os nossos  sentimentos, que transformam tudo e todos, com os quais nos
relacionamos, importantes para nós.
Leonardo Boff em, Saber Cuidar (1999), lança mão do trocadilho de Daniel
Goleman, “Mas do que o cartesiano: penso, logo existo, importa o sinto, logo existo”. A
fonte de pesquisas empíricas do autor supracitado, a respeito do cérebro e da neurologia,
revelou aquilo que Platão (427-347 a.C), Santo Agostinho (354-430), a escola
franciscana medieval com S.Boaventura Duns Scotus no século XIII, Pascal (1623-
1662),  Schleiermacher (1668-1834) e Heidgger (1889-1976), nos transmitiram há
muitos e muitos anos atrás. Continuando nossa viagem. Vamos nos aprofundar ainda
mais nessa aventura humana  buscando em nossos  arcabouços a origem de todo esse
potencial humano aqui apresentado, p.100.
Retomando a nossa história,  constatamos que  existe uma significativa diferença
entre os seres humanos e os outros mamíferos, e esta reside no fato de que os humanos
demandam muito mais tempo para passar pela infância e atingir a idade adulta.
Enquanto que os  filhos de outros mamíferos se desenvolvem plenamente no útero e
nascem prontos para o mundo externo. Comparados a estrutura de outros animais, os
bebês humanos parecem nascer prematuros.
 Exigindo as famílias que lhes proporcionasse proteção, as quais, podem ter iniciado as comunidades,
as tribos nômades e aldeias que deram origem à civilização humana.
Neste período, os seres humanos sofreram muito com as alterações climáticas, então
os sobreviventes humanos uniam-se para caçar juntos e partilhar juntos seus alimentos,
essa partilha tornou-se  um estimulador para a civilização e  para  a cultura humana,
surgindo enfim as dimensões míticas, espirituais e artísticas da consciência humana.
Pontua Fritjof Capra, (2007), p.204-205). Assim compreendemos porque o homem é um
ser gregário.125
Segundo Leonardo Boff, “o cuidado está na raiz da existência humana. É intrínseco
ao homem. Complementa: É conhecendo melhor a história do universo e a nós mesmos,
que estamos conhecendo a nossa ancestralidade.”
     Enfatizando as palavras do inesquecível poeta Drummond, podemos “descobrir nas
próprias inexploradas entranhas, a perene alegria de” viver e “com-viver”.
Mas, viver este importante processo de autoconhecimento, protegido pelo sutil cuidado
de  um bom profissional é  ainda  melhor. Para tanto, vamos falar de algumas
especialidades que contribuem diretamente com este processo, neste caso, a psicologia,
a meditação e a hipnose. Todos com origem na antiguidade.
       Lembramos que as raízes da psicologia se expandem pelo interior das profundezas
da alma humana e significa estudo da psique, mente ou alma e conta, milênios antes de
Cristo.
No século XVI, na Alemanha, psique foi conjugada a logos (estudo), da alma. Em torno
de 1730, ela já era usada num sentido mais moderno no mesmo país, além da Inglaterra
e da França; ainda na época de 1888, psicologia era definida, “a ciência da psique ou da
alma”.
Ken Wilber (2002), em uma de suas pesquisas, descobre um precioso manual que inclui
Fechner em 1850, quando ele percebe que a lei de ligação entre mente e corpo pode está
num enunciado da relação quantitativa entre a sensação mental e o estímulo material. É
a lei de Fechner”. Posteriormente, descobre outra preciosidade do mesmo autor,  Life
after diath (A vida após a morte), nele o autor inicia dizendo: “O homem vive na terra
não apenas uma vez, mas três.”  Schopenhauer  dizia ter baseado grande parte da sua
filosofia no misticismo oriental. P.7-8.
         Como vemos, as raízes da psicologia moderna estão apoiadas em tradições
espirituais, por que a psique  está conectada em fontes espirituais.  São estes percursos
internos que fazem o homem trilhar nos processos terapêuticos.
          Seguindo para outro recurso, apresentamos a Meditação.
De acordo com Deepak Chopra, essa é uma técnica eficaz para diminuir a tensão,
aumentar a criatividade e proporcionar uma profunda sensação de paz ao praticá-la. É
um eficiente recurso para equilibrar o corpo durante os períodos de sono e vigília, e tem
a capacidade de intensificar o estado de alerta e de aprofundar o relaxamento. Em fim, é
um estado de não pensar.
          Ken Wilber, em sua obra “O olho do Espírito” , afirma, baseado nas pesquisas de
Charles Alexander, psicólogo do desenvolvimento,  profissional de muita expressão a 126
começar pela sua dissertação de doutorado em Harvard (1982), a respeito do
desenvolvimento do ego e das mudanças de personalidade em presidiários que
praticavam Meditação.  O resultado de sua pesquisa  é que  a meditação vai “acelerar o
desenvolvimento da consciência de modo notável, sem alterar suas forma ou seqüência
básica”. Atestando assim, que ela não altera o curso do desenvolvimento psicológico,
mas acelera significativamente. Eis aí a relação da Meditação com a psicoterapia.
          Por fim, abordaremos a Hipnose  baseada em  Milton Erickson, Conforme
apresentado por Sofia Bauer, no livro “Hipnose Erickisoniana Passo a Passo”, que
consiste em fazer um tipo de transe exclusivo para cada cliente, de acordo com um
critério de avaliação de como cada pessoa é, como cria seu sintoma, como é sua
resistência. Utilizando  sempre o  material do  seu  próprio  discurso  para colocá-lo em
transe. Este é compreendido como uma experiência natural a todo ser humana. O
terapeuta captura a atenção do cliente por meio de aspectos de interesse e linguagem
própria do mesmo.  O material que emerge deve ser aceito espontaneamente,
aproveitando inclusive a resistência,  utilizando-se deste para ir passo a passo para
dentro do cliente.
          Assim, podemos conhecer melhor nossas potencialidades e aplicá-las no nosso
dia a dia, frente às situações e emoções inesperadas. Compreendendo melhor a causa
das angústias e sofrimentos por nos desviamos tanto da nossa essência humana. Então
sigamos o exemplo de Drummond e aventuremo-nos nas nossas próprias, inexploradas
entranhas

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo: "Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo Autor: Drº Marlus Vinicius Costa Ferreira (CRM -PR 2347) O objetivo é proporcionar inform..."

Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo

Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo

Autor: Drº Marlus Vinicius Costa Ferreira (CRM -PR 2347)

O objetivo é proporcionar informações sobre o tabagismo e o seu tratamento
provenientes de publicações científicas e experiência clínica que sejam de valor prático
para os profissionais envolvidos no atendimento de pacientes fumantes. Os cigarros são
responsáveis por muito mais danos do que todas as drogas ilegais combinadas¹. A
nicotina presente no cigarro é cinco a 10 vezes mais potente do que a cocaína ou a
morfina para produzir efeitos psicoativos em humanos². A vida média de eliminação da
nicotina é aproximadamente de uma a quatro horas, com significativa variação
individual³.
A quantidade de nicotina despejada nos receptores cerebrais entre 10 e 20
segundos após uma tragada depende das características individuais de cada fumante,
volume da tragada, profundidade da inalação, número de tragadas,  quantidade de
diluição do ar na sala ou no ambiente livre no qual esta sendo fumado um cigarro e
obstruções dos furos de ventilação na parte do filtro do cigarro
4
 A queima da ponta do .
cigarro vaporiza a nicotina que é inalada para os bronquíolos e alvéolos pulmonares
durante a tragada, onde é absorvida pelos vasos capilares, passa do para o ventrículo
esquerdo e, via artérias, arteríolas e capilares é espalhada para o corpo e para o encéfalo.
A nicotina passa rapidamente pela barreira hematoencefálica porque a molécula é de
pequeno tamanho, e no cérebro provoca liberação de acetilcolina (melhora a memória),
de dopamina (sensação de prazer), de noradrenalina (sensação de prazer e anorexia), de
beta endorfinas, causando redução de estados negativos associados com a tensão e
ansiedade. O fumo da maioria dos cigarros tem o pH ácido variando de 5.5 à 6.0,
porque é curado em fornos com temperaturas específicas para a fabricação desses
cigarros, de modo que a nicotina não é absorvida pela mucosa bucal, porque está quase
totalmente ionizada, mas é facilmente absorvida pela superfície dos estimados
30.000.000 de alvéolos pulmonares que desdobrados alcançam 140m2. Ao contrário, o
fumo para charutos e cachimbos é curado em ambiente natural, ao ar livre sob o sol, tem
pH alcalino 7.0 ou maior, sendo absorvido pela mucosa bucal
5
 .
O relatório do Surgeon General (Ministério da Saúde dos EUA) de 1988 define
dependência como o uso compulsivo de uma droga que tem psicoatividade e que pode
estar associada com tolerância e dependência física  (p.ex., pode estar associada com 36
sintomas de afastamento após a suspensão no uso da droga)
6
 Esse relatório concluiu .
que o cigarro e outras formas de tabaco geram dependência e que é a nicotina existente
no tabaco que causa a dependência. Contudo, um grupo de aproximadamente 10% de
tabagistas, fuma regularmente cinco ou menos cigarros por dia e parece não ter
Dependência
7
e, esses fumantes em sua maioria, não apresentam sintomas de
afastamento quando param de fumar. Tipicamente essas pessoas fumam em situações
específicas, podem ficar um ou mais dias sem fumar e podem parar de fumar sem
grande desconforto pessoal.
Dez brasileiros morrem a cada hora de doenças decorrentes do cigarro
8
; em um
dia são 240 mortes. Em um mês são 7.200 mortes, e em um ano a guerra do cigarro
mata 86.400 brasileiros. Contudo, o governo brasileiro age como um fumante
inveterado, porque de cada real gasto pelo fumante em cigarros, o governo embolsa 74
centavos em impostos, mas gasta muito mais do que isso no tratamento de pessoas com
doenças decorrentes do ato de fumar. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de
Doenças dos EUA, cada cigarro fumado corresponde a USD $ 7.18 em cuidados
médicos e perda da produtividade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, duzentas toneladas de nicotina são
consumidas diariamente no mundo e é estimado que um bilhão de pessoas seja
dependente. Além disso, segundo estimativa divulgada pela agência Reuters,
continuando a tendência atual um bilhão de pessoas morrerão no século XXI de doenças
relacionadas ao tabaco. Os fatores que contribuem para a ampliação do uso do cigarro e
da dependência à nicotina acima dos problemas com outras drogas incluem
9
: grande
disponibilidade, o custo relativo é menor do que o de outras drogas, ausência de séria
consequência legal, marketing de elevada qualidade realizado pela indústria do tabaco.
O que é intolerável é a meta da indústria do tabaco visar atingir os adolescentes,
porque eles sabem que terão um consumidor durante décadas. Vários estudos indicam
que as pessoas ao começar fumar entre 14 e 16 anos de idade, desenvolvem muito maior
dependência da nicotina do que aquelas que fumam o primeiro cigarro após os 20 anos
de idade
10-13
 O adolescente é mais vulnerável para a disfunção colinérgica provocada .
pela nicotina
14
, e também mais vulnerável para a alteração dos sistemas noradrenérgico
e dopaminérgico
10
 O adolescente que começa fumar aos 15 anos de idade formará um .
circuito cerebral só para a nicotina que o acompanhará para o resto da vida, porque foi
feito em espaços que estavam sendo abertos para novos circuitos cerebrais; e depois se
parar fumar, esse circuito permanece ativado durante sete anos
15
 Se o início do .37
tabagismo ocorrer após os 25 anos de idade, ao parar de fumar os circuitos cerebrais são
desativados em seis meses.
O ato de fumar frequentemente causa dependências química, psicológica e
comportamental. As ações farmacológicas diretas da nicotina são necessárias, mas não
suficientes para explicar o tabagismo e além dos efeitos neurofisiológicos da nicotina,
deve-se levar em conta o contexto do ambiente no qual o comportamento ocorre
16
 A .
dependência psicológica está relacionada ao prazer em fumar, ao alívio da ansiedade, a
melhora do humor e da memória de curta duração, porque a nicotina é uma droga
psicoestimulante. Contudo, os fumantes começam apresentar comprometimento do
humor e da performance dentro de horas após terem fumado o último cigarro e,
certamente, de um dia para o outro. Esses comprometimentos são aliviados
completamente ao fumar um cigarro. Os tabagistas crônicos passam milhares de vezes
por esse processo durante o período de suas vidas enquanto fumantes, e isso pode levá-
los a identificar o cigarro como uma auto-medicação efetiva, mesmo se o efeito é
apenas de alívio dos sintomas de afastamento em vez de alguma melhora concreta
17
 A .
dependência comportamental está associada com situações, locais, horários, atividades,
pessoas. A dependência comportamental, decorrente da repetição do mesmo ritual para
fumar (condicionamento clássico pavloviano), colocando muitas vezes um cigarro na
boca, sentindo a sensação da fumaça dentro da boca e na garganta. Considerando que
em média uma pessoa dá dez tragadas em cada cigarro, se ela fumar um maço de
cigarros ao dia, está fazendo o gesto de levar um cigarro à boca e de sentir a fumaça
roçando a sua garganta em torno de 200 vezes ao dia, o que perfaz 7.200 vezes em um
ano. Além disso, cada vez que uma pessoa retira um cigarro do maço para fumar ela
está reforçando a visão do maço de cigarros com o ato de fumar, que perfazem 7200
vezes em um ano. O ato de fumar também desempenha importante papel na manutenção
do comportamento do fumante
18-21
e inclusive exames de  tomografia por emissão de
pósitrons (PET) e ressonância magnética funcional (RMf) mostram nos fumantes
aumento da atividade cerebral nas regiões associadas à atenção, motivação e
recompensa em relação às circunstâncias associadas ao ato de fumar
22,23.
Nos fumantes
privados da nicotina, são ativados os circuitos cerebrais da recompensa e da atenção
pela exposição às imagens associadas ao ato de fumar
23
, e inclusive as circunstâncias
associadas ao ato de fumar são processadas como drogas que causam dependência, e
ativam regiões mesolímbicas do sistema de recompensa
23
 O tratamento deve .38
proporcionar condições para que o paciente aprenda lidar com esses três aspectos, a fim
de superar o tabagismo.
A exposição às circunstâncias associadas ao ato de fumar pode desencadear
estimulação fisiológica, recaídas, procura pela nicotina e avidez pelo cigarro. Um estudo
de ressonância magnética com imagens de perfusão examinou em 21 fumantes a
atividade neural associada às circunstâncias indutoras da avidez, comparando a ativação
durante a exposição às circunstâncias associadas e não associadas ao ato de fumar
24
 .
Esse estudo mostra que a ativação das áreas do córtex pré-frontal dorso lateral
bilateralmente e cíngulo posterior, positivamente, se correlacionam com a intensidade
da avidez e as circunstâncias associadas ao ato de fumar. Em um estudo
25
pela RMf para
a comparação da resposta da ativação cerebral ao fumar e ao videotape de controle em
20 fumantes sadios, enquanto era variado os graus da expectativa para fumar e níveis de
abstinência, mostrou que a ativação neural foi fortemente modulada pela expectativa e
em menor extensão pela abstinência. Em indivíduos esperando fumar imediatamente
após uma sequência do exame de RMf, as circunstâncias associadas ao ato de fumar
ativaram as áreas cerebrais implicadas na estimulação, atenção e controle cognitivo
25
 .
Contudo, quando esses mesmos indivíduos sabiam que não poderiam fumar dentro das
próximas quatro horas, praticamente não houve ativação dessas áreas cerebrais,
independentemente de relatarem avidez para fumar. Desse modo, as circunstancias
associadas ao ato de fumar agem nas áreas envolvidas na atenção, mas se criarmos
expectativas que o tabagista não fumará, não haverá a ativação cerebral e,
consequentemente, a modificação das expectativas de cada indivíduo em relação ao ato
de fumar pode facilitar o tratamento. Portanto, durante a hipnose, estabelecer
expectativas para o paciente permanecer não fumante diante de circunstâncias
vinculadas ao seu hábito de fumar no passado. Outra possibilidade é provocar amnésia
para as circunstâncias associadas ato de fumar que no indivíduo exposto despertavam a
avidez para fumar, desde que o paciente tenha habilidade hipnótica para a amnésia.
O grau de ativação dos receptores nicotínicos cerebrais varia de uma pessoa para
outra:
1. Em torno de 5% dos fumantes apresentam nula ou discretíssima sensibilidade à
nicotina, porque geneticamente não desenvolvem ativação dos receptores cerebrais. São
aqueles pacientes que fumam uns quatro a cinco cigarros diariamente e, quando
decidem parar, param sem necessidade de aconselhamento ou de tratamento médico
26
.39
2. Aproximadamente 50% dos fumantes têm dependência acentuada à nicotina que pode
ser evidenciada no teste de Fagerström modificado
27
indicando escore entre 6 e 10
pontos
28
.
3. Em torno de 45% dos fumantes têm graus variáveis de baixa à média sensibilidade à
nicotina, e quando fumaram o primeiro cigarro apresentaram sintomas desagradáveis
fracos. Estas pessoas apresentam baixa ou média dependência à nicotina, fumam
moderadamente, e ao parar de fumar os sintomas de abstinência são discretos, além do
risco de recorrência não ser muito elevado.
O uso das sugestões hipnóticas para eliminar o tabagismo foi primeiro
documentado em 1847, e atualmente é amplamente usado como técnica para 6 parar de
fumar. Contudo, mesmo que um tratamento seja amplamente usado não significa
garantia que tenha suporte empírico. Para a evidência empírica da eficácia de um
tratamento é preciso preencher os e critérios de Chambless  e Hollon publicados em
1998
29
:
randomização;
existência de manual especificando as condições do tratamento;
população com critérios definidos de inclusão;
número mínimo de 25 a 30 pacientes por braço;
estatisticamente superior a não tratamento ou placebo ou tratamento
alternativo já estabelecido;
reprodução dos resultados em dois serviços independentes;
Esses critérios para alguns tratamentos como para o tabagismo precisam ser
acrescidos das seguintes diretrizes: definir abstinência como sendo a completa
permanência sem fumar nenhum cigarro, charuto ou cachimbo; comprovação
bioquímica da abstinência relatada pelo paciente e seguimento mínimo de um ano
30
.
Os programas utilizando a hipnose para eliminar o hábito de fumar variam desde
uma só consulta com hipnose e ensino de auto-hipnose; consulta única com terapia
cognitiva e hipnose, sem auto-hipnose, nem gravação; duas consultas de duas horas
cada, associadas à terapia cognitiva; três consultas com hipnose associada à terapia
cognitiva; oito consultas espaçadas em três meses. Há ainda a associação da hipnose,
terapia cognitiva com adesivo de nicotina e/ou com farmacoterapia, especialmente a
bupropiona.40
Nosso protocolo com oito a 12 consultas proporciona oportunidade para ajustar
as consultas às necessidades individuais, à medida que o tratamento se desenvolve. As
estruturas de cada consulta é o resultado de constante aprimoramento da intervenção
pela hipnose
31,32,33,34
 Este protocolo propõe que a 2a consulta seja agendada para o dia .
que o paciente se tornar não fumante. A 3a consulta é marcada com o intervalo de um
dia após a segunda consulta; enquanto a quarta consulta fica estabelecida para quadro
dias após a terceira consulta. Contudo, essa sequência inicial pode ser modificada de
acordo com as necessidades de cada paciente. Na Tabelas 1 estão os tópicos avaliados
em cada consulta.
Nas tabelas 2 e 3 estão os pontos abordados, respectivamente, durante a primeira e a
segunda consulta. 41
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Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Estabeleça As Metas Para Sua Vida Através Da Hipno...

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Estabeleça As Metas Para Sua Vida Através Da Hipno...: "Estabeleça As Metas Para Sua Vida Através Da Hipnose Autoras: Ana Maria G. C. Contemor (CRP 05/12611) Márcia Maria Wander..."

Estabeleça As Metas Para Sua Vida Através Da Hipnose

Estabeleça As Metas Para Sua Vida Através Da Hipnose

Autoras: Ana Maria G. C. Contemor (CRP 05/12611)
                Márcia Maria Wanderley (CRP 05/31401)
                Raquel Gama Teixeira Amaral (CRP 05/32041)


Estamos sobrevivendo ao que a vida nos impõe, consciente ou
inconscientemente, por desconhecermos, por não priorizarmos os nossos objetivos ou
por ser mais fácil. Estamos sempre em conflito, entre o que somos, desejamos e o que
fazemos na realidade. Isso acontece por não termos o hábito de estabelecer metas para
nossas vidas, achando que isto é uma perda de tempo, quando de fato, é justamente o
contrário, é criando metas que nossa vida tem mais sentido e motivação. Ter metas
definidas, muitas vezes nos livram da baixa auto-estima e da depressão.
O uso da hipnose para estabelecer ou alcançar mais rapidamente as nossas metas
é uma ferramenta bastante eficaz, pois ajuda a focar mais nossa atenção.
HIPNOSE E METAS
Metas são as ações concretas, o que você precisa fazer para mudar sua vida. Elas
exigem atenção, e foco; cumpri-las é mais fácil porque são menores que o todo,
orientam o caminho. Não importa quantas metas você estabeleça, ela é pessoal,
intransferível.
As metas devem ser congruentes com nossos valores de vida. Esses valores são:
honestidade, liberdade, independência, companheirismo, iniciativa, etc.
Para formular nossas metas ou meta é necessário definir seu ou seus sonhos,
saber o que realmente importa para você. Sendo assim, descubra o que quer ter, ser e
fazer na sua vida.
Às vezes corremos o risco de nos autosabotarmos com metas inexequíveis, como
acabar com a fome no mundo em um ano. A autosabotagem nos desestimula a
continuar, porque nos dá a sensação de fracasso e acabamos generalizando esse fracasso
em todos os aspectos de nossas vidas.
Por isso as metas devem ser estabelecidas com um planejamento estratégico,
elas devem ser temporais, para evitarmos deixar para amanhã, devem ser claras e
específicas.91
As metas devem ser de dentro para fora, pois dessa forma ela nasceu de nosso
desejo e não do desejo de outros. A partir do nosso desejo temos muito mais chance de
sermos felizes com nossas escolhas.
Para atingir nossas metas é fundamental a ação, ou seja, se não nos
movimentarmos em direção à concretização de nossas metas não há possibilidade de
atingí-las, fazendo com nossa vida pareça sem sentido.
A imagem mental é fundamental para conceber, avaliar e concretizar as nossas
metas, segundo Napoleon Hill (p. 268) “Nunca teremos um objetivo principal definido
na vida, autoconfiança, iniciativa e liderança, se não criarmos primeiro essas qualidades
na imaginação, vendo-nos já de posse das mesmas.”
Para Gerald Epstein (p. 15) “imagens mentais ... trata-se do produto da mente ao
lidar com figuras.”
Por isso antes de termos determinado a nossa meta ou metas, é necessário vê-la
na nossa imaginação. Como será a nossa vida com esta meta concretizada? Estaremos
felizes ou infelizes? Estas são perguntas que devemos fazer durante nosso exercício de
imagem mental e, principalmente percebermos nossas emoções enquanto imaginamos,
porque estas emoções serão o termômetro do que será bom para nós ou não.
O poder da imaginação ou imagem mental é tão potente que é muito utilizada
em diversos tratamentos fisiológicos, sendo assim atribuído o grande poder da mente
em nossas vidas, não estamos falando de esoterismo, mas sim de cognição,
ressignificação, chegando este a modificar crenças centrais disfuncionais por crenças e
pensamentos funcionais.
O exercício da imagem mental pode ser feito com ou sem hipnose, porém é
inegável que utilizando a hipnose o exercício se torna mais profundo e
consequentemente mais eficiente. Isso se dá porque estamos com a atenção mais focada
do que no exercício sem hipnose, isto é, neste caso a mente pode divagar com muito
mais facilidade do que em estado hipnótico.
Segundo Marlus Vinicius da Costa Ferreira, durante um trabalho realizado com
atletas, com o uso da hipnose associado à imagem mental “As imagens foram
significativamente mais vivas e intensas durante a hipnose.” (p.312).
O estudo acima citado é muito interessante considerando que os atletas têm
metas ou uma meta a alcançar. Sendo assim a aplicabilidade da hipnose no trabalho com
outros tipos de metas que não as desportivas também têm eficácia.92
Um exercício muito interessante que pode ser utilizado para nos ajudar a
determinar nossas metas, é o seguinte:
Faça a indução hipnótica que mais se adequar ao cliente.
Depois peça para ele imaginar uma linda estrada e a frente ele vê uma bifurcação desta
estrada. Na parte que segue para a direita (ou esquerda) ele vai visualizar a sua meta em
todos os aspectos e ao mesmo tempo ele vai percebendo suas emoções.
Depois peça para ele ir para a outra parte, a que segue para a esquerda (ou direita), então
sugira que ele se visualize sem a sua meta atingida (é comum visualizar outra meta) e
que também perceba suas emoções neste momento. Tire o cliente do estado hipnótico.
O relato das emoções e da visualização pode ser feito durante ou após o estado
hipnótico.
Um outro exercício bastante eficaz, após o cliente determinar sua ou suas metas, é
colocá-lo em transe hipnótico e após sugerir que ele se veja com sua meta já realizada,
desfrutando do prazer da conquista.
CONCLUSÃO
Concluímos então que estabelecer metas em nossas vidas é uma forma saudável
de se viver. É importante determinarmos os caminhos através das metas diárias, de curto
prazo, de médio prazo e longo prazo.
Um outro fator relevante é a congruência das metas com nossos valores pessoais, se nos
sentimos bem com nossos valores e nossas metas, as chances de êxito aumentam.
A função da hipnose é facilitar a definição de nossas metas e acelerar a
conquista das mesmas, considerando que para isto é preciso ter foco no que se quer, e é
justamente o que a hipnose faz: focar a nossa atenção.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
EPSTEIN, Gerald, M.D. Imagens que curam. São Paulo: Livro Pleno, 1989.
FERREIRA, Marlus Vinicius Costa. Tratamento coadjuvante pela hipnose. São Paulo: Atheneu, 2007.
HILL, Napoleon. A lei do triunfo. Tradução Fernando Tude de Souza, 30 ed. Rio de Janeiro: José
Olympio, 2008.
MILERIS, Wilson. O click do êxito: uma vida melhor com metas definidas! São Paulo: Prestígio, 2006.
ROBBINS, Anthony. Poder sem limites: o caminho do sucesso pessoal pela programação
neurolinguística. Tradução Muriel Alves Brazil, 6 ed.  Rio de Janeiro: Best Seller, 2007.

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: A Resiliência No Processo Hipnótico

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: A Resiliência No Processo Hipnótico: "A Resiliência No Processo Hipnótico Autora: Norma Manhãs Guerra (CRP 05/12627) “Não seria uma história de sucesso, mas a briga de uma cr..."

A Resiliência No Processo Hipnótico

A Resiliência No Processo Hipnótico

Autora: Norma Manhãs Guerra (CRP 05/12627)

“Não seria uma história de sucesso, mas a briga de uma criança empurrada para a
morte que inventa uma estratégia para voltar à vida. Não um fracasso anunciado desde
o começo de um filme, mas o desenrolar imprevisível, com soluções surpreendentes,
muitas vezes romanescas.”
Boris Cyrulnik
O uso do termo resiliência vem sendo usado há muito tempo no campo da física
mecânica, referindo-se a resistência dos materiais (até a década de 60). Nasceu de um
antigo termo do latim, resalire, que quer dizer saltar de volta.
No dicionário Aurélio há essa referência: seria “uma capacidade de resistência
ao choque, ou propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo é devolvida
quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica.
A língua inglesa faz também referência às pessoas: descreve como habilidade
delas voltarem mais rapidamente para seu usual estado de saúde ou estado de espírito,
depois de passar por doenças ou dificuldades.
Na área da psicologia, foi utilizada pela primeira vez pela especialista americana
Emma Werner, que acompanhou durante 30 anos o desenvolvimento de crianças
carentes do Havaí, submetidas a inúmeros traumas, doenças e violências. O resultado da
pesquisa revelou que um terço delas foi capaz de voltar a ser feliz após vivenciar a
situação traumática, enquanto que dois terços tiveram dificuldades de adaptação.
Inicialmente, tal capacidade remetia a idéia de invencibilidade ou
invulnerabilidade, usada para descrever crianças que apesar de expostas a prolongados
períodos de adversidade e stresse psicológico, apresentavam saúde emocional e alta
competência.
Invencibilidade e invulnerabilidade passavam a idéia de uma característica
intrínseca ao indivíduo, imutável, constante e ilimitada para suportar adversidades.
        Posteriormente, as pesquisas mostram que a resiliência é relativa, que suas bases
são tanto constitucionais quanto ambientais, e que o grau de resiliência não tem uma
quantidade fixa e varia de acordo com as circunstâncias. A pessoa não era invencível 28
nem invulnerável, mas resistente ao estresse, cabendo assim o termo e a afirmação de
que nós não somos resilientes, estamos resilientes.
         Estudos e testes realizados por especialistas citam algumas ferramentas usadas
para se chegar a um conjunto de características e traços que identificam a criança ou
pessoa resiliente.
- Sociabilidade – as crianças devem se relacionar com crianças e desfrutar desse mundo
infantil.
- Criatividade na solução de problemas – aprender a lidar com a frustração para poder
despertar a criatividade.
- Senso de autonomia e de respostas – estimular sua mente sábia.
        Outro fator relevante é a idiossincrasia da memória; é como ele interpreta e narra
a sua história. Tudo vai depender do temperamento do indivíduo que o fará agir, ver,
sentir e reagir de maneira pessoal à ação dos agentes externos.
Boris Cyrulnik
O pai da resiliência, Boris Cyrulnik, que retomou os estudos de Emma Werner,
baseou sua teoria também em sua experiência pessoal. Nascido em 1937, filho de judeus
russo-polonês, quando tinha seis anos de idade, durante a segunda guerra mundial,
escapou de uma batida policial na França, onde perdeu seus pais e irmã, deportados e
mortos em campo de concentração nazista. Boris foi resgatado por um grupo da
resistência francesa, tendo o seu nome trocado e durante anos não pode dizer a verdade
sobre sua história; ainda criança teve que reaprender a viver.
Na adolescência destaca-se como desportista usando esse potencial e modelo
como metáfora no processo de descoberta científica. Nos anos 60, estuda medicina e
direciona-se para a etologia (estudo comparado do comportamento dos animais),
fazendo residência médica na neurologia, psiquiatria e psicanálise. Depois de formado
dedicou-se ao estudo da superação de eventos traumáticos.
Considerado o pai da resiliência, ele integra conceitos biológicos, psicológicos e
éticos ao questionar sobre a capacidade do sujeito em superar as adversidades da vida.
Para ele, diante da perda, da adversidade e do sofrimento inevitável, em alguns
momentos da vida, duas  estratégias são possíveis: tornar-se vítima ou transcender o
momento. 29
A psicóloga Yeda Mazepa diz que: “pense no papel que atribui a si mesma. Não
é bom ser vítima nem heroína, só humana.”
A resiliência vem como fator de prevenção à saúde.
Milton Erickson
                 
“A terapia tem a tarefa de ajudar o paciente a descobrir seus próprios potencias para
mudança, não percebidos antes.”
Milton Erickson
Assim como não poderíamos deixar de lembrar da celebridade resiliente de
Milton Erickson, pai da hipnose moderna, esse mestre ilustre viveu a resiliência em
vários momentos e etapas de sua vida.
Filho de fazendeiro contraiu poliomielite aos dezessete anos e ouve o médico
dizer para sua mãe: “Esse menino não passará do amanhecer.” Indignado, pediu a sua
mãe que colocasse sua cama de tal maneira que visse o sol nascer “_Se o sol nascer, eu
não morrerei.” Aos primeiros raios de sol, entrou em coma profundo, despertando dias
depois, já refeito do pior; a morte. Foi sua primeira luta interior quando experienciou a
força vir de dentro.
Mais tarde, constatou o primeiro dos conceitos que veio a desenvolver, o
princípio ideodinâmico. Ele estava preso a uma cadeira de balanço vendo os
camponeses trabalhando  no campo, e ele com muita vontade de estar lá. Em algum
momento percebeu que a cadeira balançava. Como isto poderia acontecer se estava
paralisado? Foi aí que percebeu que seu corpo fazia um movimento de ir para frente,
com sua idéia de ir para fora. Começou a treinar as mãos, braços e reaprendeu a andar
passo a passo até se recuperar.Viu que a força vem de dentro. Com a utilização da
hipnose naturalista, ressignificou os caminhos ditos problemáticos.
Ele ensinava aos seus alunos através de seminários vivenciais sua metodologia,
não teorizando.
Hoje o vocábulo resiliência é aplicado em vários campos e contextos: na
ecologia, na economia, na física, psicologia, informática, empresa (RH). As pesquisas
na área da psicologia, mostram que a resiliência pode e “deve” ser aprendida,
desenvolvida e aprimorada. Somente 20% das pessoas conseguem manter-se
competentes em ambientes de pressão.30
Não podemos impedir situações stressantes, mas podemos definir por quanto
tempo vamos alimentar o sofrimento, e canalizar essa emoção para uma ação
construtiva.
O resiliente opta pela criatividade e inteligência diante de uma situação adversa,
transformando: desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculo em
oportunidade, tristeza em alegria. Ele desenvolve o aprendizado no sentido de superar
desafios com o máximo de competência, sabedoria, excelência e saúde possíveis.
Resiliência é a capacidade de adaptação, demonstrada através da recuperação
pessoal após o impacto inicial da mudança e permite que evitem as distorções do
choque no futuro.
O resiliente não é insensível, se adapta para se ajustar à situação, acompanhando
as mudanças ao seu redor, que são mais frutíferas que danosas, enquanto que o
acomodado permanece estático. Ao contrário das vítimas o resiliente, prospera durante a
quebra de suas expectativas e a desordem causada pela adversidade.
Os resilientes não enfrentam menos desafios que os outros mas recuperam seu
equilíbrio mais rapidamente, mantendo o nível de qualidade e produtividade nas
dimensões: pessoal, profissional, da saúde física e emocional. Ele alcança assim seus
objetivos, sofre o impacto, mas reúne forças para se reposicionar. A lucidez é a forma
que o torna permeável ao processo de mudança.
Ele relata as adversidades de sua vida como oportunidade de aprendizado e
consegue manter a conduta sã mesmo estando num ambiente insano; transforma toda
energia de um problema em uma solução criativa; supera tudo tirando proveito dos
sofrimentos inerentes às dificuldades, trazendo do passado somente o aprendizado da
situação dolorosa.
Quanto mais resiliente for, maior a capacidade de desenvolvimento pessoal,
sendo capaz de vencer as adversidades, por mais traumáticas que sejam, desde um
desemprego inesperado a morte de um ente querido, separação dos pais, repetência na
escola ou catástrofes.
Em face da desintegração psíquica-emocional, uma pessoa necessita descobrir
novas formas de lidar com a vida e dessa experiência aprender a se reorganizar de
maneira eficaz.
Resiliência é a arte de ser flexível, de resistir às adversidades e utilizá-las para
seu desenvolvimento pessoal/social, dando a volta por cima e amadurendo. Ela é uma
conquista pessoal.  31
A psicologia estuda a situação de risco, stresse nas situações adversas, e
respostas finais de adaptação e ajustamento. O risco deve ser sempre pensado como
processo e não como variável em si, são flutuantes na história do indivíduo. Mudam de
acordo com as circunstâncias de vida e têm diferentes repercussões, dependendo de
cada um. Não podemos pensar em causa e efeito. O evento chave representa somente o
indicador de uma situação de risco, mas o mecanismo de risco envolve uma rede
complexa de acontecimentos anteriores ao evento chave.
Uma mesma situação de vida pode ser experienciada por um indivíduo como
perigo, enquanto que para outro, pode ser vista como desafio e oportunidade de
crescimento.
Eventos operam como estressores na medida em que sobrecarregam ou excedem
os recursos adaptativos da pessoa.O fatalismo e resignação passam longe dos resilientes.
Os projetos dos resilientes vem acompanhados de imagem. Quem não consegue se
projetar no futuro, dificilmente realiza seus sonhos como nos ensina a Hipnose.
Composição das características das pessoas resilientes:
Formação genética, meio sociocultural, traços de personalidade.Treinando no dia a dia a
autodisciplina, que só vem com o tempo, e a autoconfiança que é reflexo dos sucessivos
registros do nosso potencial regenerativo, podemos desenvolver uma maior capacidade
de resiliência.
Falta de resiliência acarreta:
Doenças psicossomáticas, é fruto da falta de habilidade para flexibilizar e adaptar-se às
adversidades.
Conclusão
Fica evidente quando estudamos resiliência que a hipnose / auto hipnose, é fator
preponderante para que seja feita a ressignificalação dos fatores estressantes de nossas
vidas.
Constatamos tal evidência ao traçarmos um paralelo das vidas de Boris Cyrulnik
e Milton Erikson, que a partir de suas experiências pessoais elaboraram metodologias
para presentearem a humanidade, no sentido de trazer entendimento e cura para as
feridas que até então pareciam sem recursos para fecharem.32
Quando em nossos consultórios lançamos mão da poderosa ferramenta chamada
hipnose, podemos elucidar dificuldades a luz da resiliência transformando a dor em
crescimento.
Esse processo acontece em via de mão dupla, paciente e terapeuta, trabalhando
para criar multiplicadores do conceito de resiliência como fator profilático da dor, tanto
para si próprio, como para o ambiente ao qual está inserido. Eles representam uma fonte
de inspiração inesgotável.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Resiliência: A arte de ser flexível – Flach,F. Ed.Saraiva
Autobiografia de um espantalho – Boris Cyrulnik Ed. Martins Fontes.
A queda para o alto – Herzer, A. Ed. Vozes
Supere! A arte de lidar com adversidades – Eduardo Carmello Ed. Gente

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá:

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá:

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: O FUTURO DA HIPNOSE

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: O FUTURO DA HIPNOSE: "As Perspectivas Do Futuro Da Hipnose Autor: Paulo Paixão O tema que me foi imposto – As perspectivas do futuro da Hipnose – poderia ser r..."

O FUTURO DA HIPNOSE

As Perspectivas Do Futuro Da Hipnose

Autor: Paulo Paixão

O tema que me foi imposto – As perspectivas do futuro da Hipnose – poderia ser
resumido em duas palavras: O futuro da hipnose é promissor. Mas para comprovação de
minha assertiva, eu teria que fazer um estudo completo só da História da Hipnose. Mas
como disse W. Preyer: “para se fazer um estudo completo da História da Hipnose, seria
necessário que um médico fisiologista se ligasse a um psicólogo, a um teólogo, a um
filólogo, a um historiador e a um orientalista”. Em verdade, folhear livros raros de
magia, cavar no escuro segredos cabalísticos, indo até a tradição judaica, interpretar
livros místicos já gastos pelo tempo que o santifica, não é tarefa de pouco momento. Eu
teria que falar, pelo menos duas horas. Contudo, terei de terminar às oito e meia.
Portanto, resumirei o mais possível e darei apenas algumas explicações.
As chamadas forças ocultas despertaram sempre e, todos nós o mais vivo dos
interesses. Existam ou não, reais ou fantásticas, ilusórias ou verdadeiras, elas continuam
sendo a causa e o pretexto para inúmeras investigações. O hipnotismo através dos
tempos e com diversas nomenclaturas sempre veio ao aureolado de magia e sempre teve
o condão de atrair o grande público.

Clark Hull, hipnólogo americano, autor do livro – Hipnose e sugestão - e que
teve grande influência sobre Milton Erickson, disse: “Todas as ciências descendem
igualmente da magia e da superstição, mas nenhuma delas tem tido tanta dificuldade,
quanto a hipnose para livrar-se dessa noção maléfica ligada a sua origem”.
Dizem que a prostituição é a profissão mais antiga do mundo. Assim, também, a
hipnose é a arte mais antiga do mundo. Acompanhou o homem desde a mais remota
antiguidade participando com ele de todas as suas vitórias e aventuras e sofrendo com
ele todas as suas derrotas e decepções.
Durante e a partir da segunda guerra mundial (1938-1945), de modo
incontestável, a hipnose ressurgiu para se firmar definitivamente dentro da prática
médica.
A necessidade de se abreviar a psicoterapia dos casos de neuroses de guerra fez
com que os psicoterapeutas voltassem suas vistas para a hipnose como processo
associado a uma psicoterapia dinâmica-analítica.10
O livro Hypnoterapy of War Neuroses (1949) de J. D. Watkins é dos melhores
exemplos deste fato.
Por outro lado, a hipnose, abandonada durante decênios como anestésico, teve
sua grande oportunidade durante a guerra. Em muitos lugares, notadamente em campos
de concentração, os anestésicos eram reservados exclusivamente para as grandes
intervenções. As necessidades de guerra impunham um racionamento muito grande de
anestésicos. Lembraram-se então da hipnose, e muitas intervenções foram feitas sob
estado hipnótico.
Inquestionavelmente foi o Relatório da Associação Médica Britânica (1955) que
deu o maior impulso ao ressurgimento da hipnose. Nesse relatório a BMA diz estar
convencida de que o hipnotismo é útil e pode, em alguns casos, ser o tratamento
escolhido das chamadas desordens psicossomáticas e psiconeuroses. Como método de
tratamento está aprovada sua capacidade de remover sintomas e de alterar hábitos
mórbidos de pensamento e de comportamento.
O segundo grande passo na evolução da hipnose foi o Relatório da Associação
Médica Americana (1958), que, organizado pelo seu Conselho de Saúde Mental, em
suas conclusões diz: “Os clínicos gerais, os médicos especialistas e os dentistas
encontrarão na hipnose um adjunto terapêutico valioso, dentro do ramo de sua
competência profissional. Torna-se necessário ressaltar que aqueles que usam a hipnose
devem estar a par da natureza complexa dos fenômenos em questão. Os ensinamentos
relacionados com a hipnose devem ser ministrados sob direção médica ou odontológica
responsável e os programas de ensinamentos integrados devem incluir não somente as
técnicas de indução, mas também as indicações e as limitações para seu uso dentro da
área específica envolvida. A instrução limitada às técnicas de indução deve ser
desestimuladas.
Em 15 de novembro de 1961, a Comissão Terapêutica da American Psychiatric
Association publicou um relatório no qual reconhece que a hipnose constitui um auxílio
à pesquisa, ao diagnóstico e ao tratamento na prática psiquiátrica. Reconhece seu valor
em outras áreas da prática médica e da pesquisa.
O Relatório da Associação Médica Canadense (1963) diz: 1) A hipnose tem um
potencial de contribuição para qualquer condição na qual a psicoterapia possa ser
efetiva; 2) As técnicas hipnóticas podem abreviar o tempo requerido para a investigação
e/ou tratamento das condições orgânicas como uma sobrecarga funcional como
conseqüência de retroação (feedback); 3) A hipnose pode servir como um instrumento 11
valioso de pesquisas nos estudos do comportamento humano e no condicionamento, no
processo de aprendizagem, na produção experimental de neuroses artificiais, nos
conflitos e condições psicossomáticas experimentais.
Milton H. Erickson é considerado o maior hipnólogo do século XX. Em relação
a Milton Erickson (1901 – 1980), durante o Congresso Internacional de Hipnose
realizado em Filadélfia, Pensilvâniaa, em 1976 recebeu a condecoração que a
Internacional Society of Hypnosis lhe concedeu: The Benjamin Franklin Gold Metal,
que lhe foi entregue pelo presidente da Universidade da Filadélfia. Na gravação estava
escrito: “To Milton H. Erickson, MD-innovator, outstanding clinican, and
distinguishead investigator whose ideas have not only helped create the modern view of
hypnosis but have profoundly influenced the practice of all psychoterapy throughout the
world”. Erickson concebia o fenômeno da hipnose como a focalização da atenção do
paciente, enquanto dirigia-se a seu inconsciente não-lógico quanto um mestre na arte
das vias indiretas, empenhava-se não somente nas sugestões formais, mas também na
miríade de sugestões informais para comunicar o que fosse necessário para encontrar as
necessidades do paciente. A hipnose sob o ponto de vista tradicional caminha do
“exterior para o interior do paciente”, enquanto nos métodos ericksonianos ela vem do
“interior para fora” e as alterações acontecem por crédito do paciente e não do
terapeuta.

E, sobre Bernard B. Ragisnky? Nada! Entretanto, em qualquer trabalho sobre
hipnose, nunca poderá ser esquecida a figura de Ragisnky. Graduou-se pela McGill
University e viveu em Montreal, Quebec, Canadá. Pertenceu e atuou em várias
sociedades médicas americanas, tendo sido presidente da Academy of Psycosomatic
Medicine dos Estados Unidos. Foi o presidente-fundador (1948) da The International
Society for Clinical & Experimental Hypnosis; tornou-se a sociedade filiada a The
World Federation for Mental Health. Dentro da hipnose seu trabalho foi inexcedível e
sua maior contribuição foi sobre a hipnoplastia sensorial. Recebeu numerosos prêmios
em sua vida inclusive Medalha de Ouro outorgada pela The Society for Clinical and
Experimental Hypnosis, dos Estados Unidos, em 1956. Bernard B. Ragisnky faleceu aos
71 anos de idade em 28 de abril de 1974.
O irmão Vitrício (1919-2005) foi criador e introdutor da Letargia ou técnica
letárgica no Brasil no ano de 1957. Fez demonstrações de sua técnica nas principais
cidades brasileiras sempre com grande sucesso. 12
Osmard de Andrade diz o seguinte: “Popularizou-se entre nós a prática de
letargia a tal ponto que atualmente querem manejar. Letargia é um excelente recurso
podemos assegurar.
A letargia, como procedimento inicial de indução hipnótica, é dos melhores que
conhecemos, tanto que o vimos praticando de rotina em nossa clínica. Leva sobre os
demais procedimentos iniciais em prática (pestanejamento sincrônico, levantamento do
braço, fixação do olhar, etc.) algumas vantagens que é preciso não olvidar.

O procedimento letárgico está se tornando o preferido de quantos praticam a
hipnose científica.
A principal vantagem do procedimento letárgico sobre todos os outros é que não
exige do paciente o inicial cansaço muscular palpebral e visual. Osmard Andrade Faria
– Hipnose e Letargia Editora Atheneu, Rio de Janeiro, 1959, página 145.
No Rio de Janeiro a Dra. Clystine Abram, no dia 23 de julho de 1996, fundou o
Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada (IBH). O IBH mantém cursos regulares de
hipnose e já formou bons hipnológos. O IBH realizou o I CONGRESSO DE HIPNOSE
CLÍNICA E HOSPITALAR, nos dias 6 e 7 de setembro de 2008, com muitos
participantes e bons resultados.

O FUTURO DA HIPNOSE

Emílio Servadio, Presidente da Sociedade Psicanalítica Italiana, escreveu: “A
hipnose surge como uma força que não pode ser contida. Como um rio que transborda
todas as vezes que o homem tenta represá-lo, ela cresce”.
O futuro da hipnose está assegurado porque ela se preocupa com o bem-estar
psicossomático do homem, numa época em que todas as preocupações são mecânicas,
espaciais e nucleares, isto é, de todos os tipos menos humanas. Jean Dauven – Le
Pouvoirs de L´Hypnose – Ed. Dangles, Paris, 1977, pág. 221.
O futuro da hipnose é promissor porque o seu progresso nunca se detém. Uma
vitória da hipnose que nos parece definitiva, não é senão o ponto de partida para novas
vitórias.    

aguardem

em breve artigos e videos que comprovam o uso da ferramenta Hipnose!!!