terça-feira, 6 de setembro de 2011

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Curso Básico de Hipnose na Psicologia

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Curso Básico de Hipnose na Psicologia: Curso Básico de Hipnose na Psicologia Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada (CRP/PJ 344) Objetivos: ...

Curso Básico de Hipnose na Psicologia

Curso Básico de Hipnose na Psicologia
Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada (CRP/PJ 344)




Objetivos: Apresentar aos profissionais e estudante
as técnicas de hipnose utilizadas na psicologia clínica e hospitalar.
Programa:
AULAS TEÓRICAS E PRÁTICAS
História da Hipnose e Conceitos;
Induções Clássicas: Relaxamento Muscular Progressivo,
Catalepsia do braço, Levitação da Mão,
Hipnose Ericksoniana: O Modelo Milton, Constelação
Hipnótica, Indução
Ericksoniana, Sugestões e Metáforas;
Publico alvo: Profissionais e estudantes de Psicologia
Carga horária: 48 horas – das 09:00 às 17:00 aulas mensais (4 meses)
Valor mensal:
R$ 100,00 estudantes Responsável Técnica: Clystine Abram (CRP: 05/15048)
R$ 120,00 profissionais Início no 1 º sábado de outubro
Inscrição:
R$ 50,00 www.ibha.com.br e-mail: ibha.cursos@yahoo.com.br

domingo, 28 de agosto de 2011

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Em breve curso básico de hipnose clínica e hospita...

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Em breve curso básico de hipnose clínica e hospita...: IBHA Curso Básico de Hipnose na Psicologia Objetivos: Apresentar aos profissionais e ...

Em breve curso básico de hipnose clínica e hospitalar em Jacarepaguá (Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada)


IBHA
Curso Básico de Hipnose na Psicologia



Objetivos: Apresentar aos profissionais e estudantes de psicologia as técnicas de hipnose utilizadas na psicologia clínica e hospitalar.

Programa:
AULAS TEÓRICAS E PRÁTICAS
História da Hipnose e Conceitos; RESOLUÇÃO CFP N.º 013/00 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2000
Aprova e regulamenta o uso da Hipnose como recurso auxiliar de trabalho do Psicólogo.
Induções Clássicas: Relaxamento Muscular Progressivo, Pestanejamento Comandado, Reversão do Globo Ocular, Catalepsia do braço, Levitação da Mão, Mirada Mútua; Hipnose Ericksoniana: O Modelo Milton, Constelação Hipnótica, Padrão de Linguagem Hipnótica, Indução Ericksoniana, Sugestões e Metáforas; Controle da Dor;
Tratamento de: Síndrome do Pânico,Transtornos Fóbicos-Ansiosos, Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Transtorno de Humor Depressivo, Psico-Oncologia; Hipnose na Medicina Psicossomática

Publico alvo: Profissionais e estudantes de Psicologia

Carga horária: 48 horas – das 09:00 às 17:00 aulas mensais (4 meses)

Coordenadora e Responsável Técnica: Clystine Abram (CRP: 05/15048)

Informações e inscrições:
Tel.: 21 7589-4235
e-mail: ibha.cursos@yahoo.com.br

Valor mensal:
R$ 100,00 estudantes
R$ 120,00 profissionais

Inscrição:
R$ 50,00

sábado, 20 de agosto de 2011

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: RAFAEL SIQUEIRA MACEDO Atendimentos: depressão,...

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: RAFAEL SIQUEIRA MACEDO Atendimentos: depressão,...: RAFAEL SIQUEIRA MACEDO ...

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: áudio de hipn...

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Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Técnicas de Hipnose para reforçar a auto-estima.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: a terapia de grupo para pacientes com depressão

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: a terapia de grupo para pacientes com depressão: "O CSI (Centro de Saúde Integral Dr. Edmundo Corrêa) oferece aos seus pacientes uma integração entre as práticas clínicas, tanto médica como ..."

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: VAGINISMO, tratamento pela Hipnose

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: VAGINISMO, tratamento pela Hipnose: "VAGINISMO, tratamento pela Hipnose Autor: Rafael Siqueira Macedo Vaginismo é a contração recorrente e involuntária dos músculos em to..."

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Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: VAGINISMO, tr...: "Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: VAGINISMO, tratamento pela Hipnose : 'VAGINISMO, tratamento pela Hipnose Autor: Rafael Siqueira Maced..."

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Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Autoconhecimento “A Dificílima Viagem De Si A Si ...: "Autoconhecimento            “A Dificílima Viagem De Si A Si Mesmo” Autora: Márcia Ferreira Machado (CRP 05/37392) “...Restam outros si..."

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo: "Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo Autor: Drº Marlus Vinicius Costa Ferreira (CRM -PR 2347) O objetivo é proporcionar inform..."

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: CLÍNICA SOCIAL PSICOTERAPIA PARA TODOS

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: CLÍNICA SOCIAL PSICOTERAPIA PARA TODOS: "IBHA Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada (CRP/PJ 05-344) O Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada oferece atendimento psicote..."

terça-feira, 28 de junho de 2011

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Técnicas de Hipnose para reforçar a auto-estima.

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Técnicas de Hipnose para reforçar a auto-estima.: "Técnicas de Hipnose para reforçar a auto-estima. Autoconfiança é quando você confia em você mesmo. Auto-estima é quando você se valori..."

Técnicas de Hipnose para reforçar a auto-estima.

Técnicas de Hipnose para reforçar a auto-estima.

Autoconfiança é quando você confia em você mesmo.
Auto-estima é quando você se valoriza.
Definição do aurélio: Apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos. Uma pessoa com baixa auto-estima permanece confiante nos seus atos e pensamentos, a questão é que, a pessoa valoriza e foca sua percepção nos atos e pensamentos negativos.
A hipnose é a melhor e mais antiga ferramenta de exercício mental. Auxiliando na ampliação e desenvolvimento dos recursos internos positivos da pessoa: capacidade de memorização, concentração, alcance de metas, reforço da auto-estima e autoconfiança. (Macedo, 2007)
A auto-estima pode ser alevada pelas sugesões hipnóticas com finalidade de ampliar as habilidadesde uma pessoa para descobrir novas habilidades, para confiar mais nas suas capacidades, pelo encorajamento para controlar as situações, pelo planejamento, organização e execução das ações das ações apropriadas. As orientações para elevar a auto-estima já foram aplicadas no início do século na França por Coué e Baudouin com o nome de sugestões autocnscientes. Desde a década de 1960, Hartland, na Inglaterra, denominava sugestões para fortalecimanto do ego (ego-strengthening) e considerava quatro aspectos importantes para eficácia dessas sugestões: ritimo; ênfase em algumas palavras e frases importantes; repetição, expressando a mesma ideia fundamental de duas ou três maneiras diferentes. (Ferreira, 2008)
Em seu livro Hipnose na Prática Clínica o professor Marlus, fazendo um apanhado de várias referências sobre o tema, descrevendo com uma sutileza única de seus trabalhos, os processos que envolvem a timidez. Diz o seguinte. A timidez ou falta de confiança em você mesmo, geralmente, é o resultado de uma inadequada adaptação ao meio ambiente exteriorizando-se quase sempre por meio de um mecanismo de superproteção. A timidez pode ser por condicionamentos circustanciais. No primeiro caso está o excesso de cuidados de proteção dos pais, que não deixam os filhos aprenderem por si próprios. Ou o caso de pais autoritários que impõe as suas vontades com ameaças e castigos. As informações que recebemos com constância e repetidamente conduzem as crenças ou as generalizações, que afetam o modo como percebemos a realidade e o nosso comportamento. Quando as afirmações estão repletas de emoções, há formação no encéfalo de uma associação entre a informação (estímulo) e a resposta, formando os denominados reflexos condicionados. (Ferreira, 2006) Técnicas de visualização para a construção e desenvolvimento de extratégias para superar estas manifestações são de fundamental importância no tratamento psicoterápico. As visualizações devem ser adaptadas a cada cliente de acordo com suas necessidades e objetivos terapeuticos. Podem ser gravadas em audio, frases de inspiração ditas pelo próprio cliente, como: Eu sou capaz, Eu posso , Eu tenho todo esse conhecimento em minha mente sábia e sou capaz de passar para as pessoas... também audios de relaxamento com músicas de acordo com o gosto do cliente.

Referências

1.Ferreira, Marlus V.C. Hipnose na prática Clínica -São Paulo; ed. Atheneu, 2006.
2.Ferreira, Marlus V.C. Tratamento Coadjuvante pela Hipnose -São Paulo; ed. Atheneu, 2008.
3.Adler, Stephen Paul Hipnose Ericksoniana: estratégias para a comunicação efetiva/tradução de Ana Terezinha Passarella Coelho – Rio de Janeiro; Qualitymark, 2010.
4.Bauer, Sofia Manual de hionoterapia ericksoniana – Rio de Janeiro; Wak editora, 2010.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: a terapia de grupo para pacientes com depressão

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: a terapia de grupo para pacientes com depressão: "O CSI (Centro de Saúde Integral Dr. Edmundo Corrêa) oferece aos seus pacientes uma integração entre as práticas clínicas, tanto médica como ..."

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: a terapia de grupo para pacientes com depressão

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: a terapia de grupo para pacientes com depressão: "O CSI (Centro de Saúde Integral Dr. Edmundo Corrêa) oferece aos seus pacientes uma integração entre as práticas clínicas, tanto médica como ..."

a terapia de grupo para pacientes com depressão

O CSI (Centro de Saúde Integral Dr. Edmundo Corrêa) oferece aos seus pacientes uma integração entre as práticas clínicas, tanto médica como psicológica, com o objetivo de complementar os tratamentos. Criando a oportunidade para seus clientes alcançarem um resultado positivo e mais efetivo em menos tempo.
E uma nova modalidade de complementação de tratamento chega até voces, a terapia de grupo para pacientes com depressão.
A terapia de grupo mostra-se uma excelente alternativa aos profissionais de saúde mental, pois proporciona bons resultados como psicoterapia, atendendo maior número de pessoas com prazo e custos menores, suprindo a grande demanda de pacientes em busca de tratamento adequado.
O tratamento em uma terapia de grupo é recomendado à pacientes ou familiares de pacientes que têm problemas em comum. Os medicamentos são importantes, mas são incapazes de ensinar os pacientes habilidades para resolver problemas e maneiras de relacionamento para a superação da depressão. Além do mais, apenas com medicamentos há alta porcentagem de recaídas.

Os objetivos da terapia de grupo são:

Espaço reflexivo
Promover adesão ao tratamento
Psicoeducar sobre a patologia
Promover adaptação e administração da doença.
Auxiliar na relação Paciente-médico-hospital.
Estimular a solidariedade.
Auxiliar os pacientes a lidarem melhor com a doença, criar em cada paciente adesão ao tratamento e conscientização do adoecer, aceitando as mudanças no estilo de vida.
Adesão ao tratamento e medicamentos
Vínculo com a instituição

RAFAEL SIQUEIRA MACEDO PSICÓLOGO CLÍNICO CRP: 05/41338

Atendimentos: depressão, baixa auto-estima, TOC, síndrome de pânico, ansiedade generalizada, fobias, hiperatividade.. Hipnose Clínica, TCC, Psicossomática. Grupo e individual.

"Consideramos a hipnoterapia um processo em que nós ajudamos as pessoas a utilizarem suas próprias associações, memórias e potencial de vida para alcançar seus próprios objetivos terapêuticos."
Milton H. Erickson


CSI - CENTRO DE SAÚDE INTEGRAL (Dr. Edmundo Corrêa)
Av. Geremário Dantas, 832/101,107– Jacarepaguá tel.: 2456-1862/ 7589-4235
psiquefael@yahoo.com.br psiquehipnoterapia.blogspot.com

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: VAGINISMO, tratamento pela Hipnose

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: VAGINISMO, tratamento pela Hipnose: "VAGINISMO, tratamento pela Hipnose Autor: Rafael Siqueira Macedo Vaginismo é a contração recorrente e involuntária dos músculos em to..."

VAGINISMO, tratamento pela Hipnose

VAGINISMO, tratamento pela Hipnose

Autor: Rafael Siqueira Macedo

Vaginismo é a contração recorrente e involuntária dos músculos em torno do terço externo da vagina quando penetração vaginal é tentada com o pênis, dedo, tampão ou espéculo. Segundo Colás, vagnismo absoluto psicogênico é a impotência feminina. Uma vez descartadas causas orgânicas, o sucesso relatado no tratamento é de 78% a 100%. (Ferreira, 2008)

Vários fatores podem determinar o vaginismo. Devemos sempre descartar alguma hipótese de causa orgânica para dor durante o ato sexual, como os desequilíbrios hormonais, nódulos dolorosos ou infecções nos genitais. O uso de algumas medicações que tenham como efeito colateral a diminuição de lubrificação vaginal também devem ser observados.
As causas psicogênicas podem ser:

situações traumáticas de abuso sexual ou estupro
mensagens anti-sexuais durante a infância (como escutar dos pais que sexo é sujo)
sentimentos de culpa
comportamento sedutor ou controlador por parte dos pais ou cuidadores
dificuldade em consiliar amor com sexo na mesma pessoa (esposa X prostituta)
brigas entre o casal
competição temida com o pai ou mãe, entre outros.

A experiência acumulada nas ultimas duas décadas tem mostrado que a terapia abrangendo o envolvimento imaginativo em problemas do funcionamento sexual é consistentemente mais efetiva do que a terapia que é mais puramente cognitiva, significando primeiro uma referência habitual às imagens espontaneas do paciente, tanto do passado como as projatadas para o futuro, tanto positivas quanto nagativas; e depois o involvimento imaginativo implica uso da visualisação e “vivificação”, como treinamento mental para substituir e corrigir as imagens negativas que freqüentemente paralisam o paciente ou comprometem o comportamento. Colás, tratou sete pacientes com vaginismo psicogênico, sendo que todas as pacientes com dois meses de tratamento puderam manter relação sexual. Ele considerava que a a bordagem cognitivo-comportamental hipnoterápica pode aferecer resultados animadores em tempo relativamente rápido e as técnicas utilizadas incluíram:

Regressão indireta:

padronização de respostas;
livro da vida, corredor com portas;
localização e resgate de vivências simbólicas ou verdadeiras.

Técnicas de utilização da hipnose:

catarse, deslocamento, ressignificação e emocionalização;
dessensibilização progessiva/sitemática – imagética;
progressão: imagética;
orientação para o futuro: pressuposição

Entre 1999 e 2003, na Clínica Psiquiátrica do Hospital Universitário de Riyad, 36 mulheres consecutivamente diagnoticadas com vaginismo pelos critérios do DSM-IV foram randomizadas entre o grupo que recebeu terapia cognitivo-comportamental (TCC) e o grupo com hipnose. A indução da hipnose foi feita pela técnica da fixação do olhar e levitação da mão; seguida pela análise dos medos sexuais e das imagns de culpa, cujas mais freqüentes foram:


Ruptura, dano, dor sangramento pela penetração do pênis.
Vagina muito pequena, estreita e apertada.
Atitudes negativas com relação ao sexo (sujo, indecente, vergonhoso).
Repugnância pelo pênis, sêmen.

O autor pede para a paciente procurar pelas imagens rafletidas nos padorões da linguagem falada de cada paciente.
As consultas com hipnose foram semanais com duração de 45 a 60 minutos, acrescidas de auto-hipnose para aumentar fantasias sexuais e reforçar e reforçar crenças positivas, e imagens positivas relativas ao contato sexual. Quando a paciente imagina durante a hipnose a penetração completa é pedido para ela aplicar nas situação reais com o seu marido. O grupo de 18 mulheres da TCC recebeu dessensibilização gradativa pelas técnicas de Masters e Johnson. O tratamento continua até a reduçãodas manifestações clínicas e a taxa de desitência total foi de 13,9% (trê no grupo com TCC e duas no grupo com hinose). O resultado indicou sucesso no tratamento tanto com TCC quanto com hipnose, mas no grupo com hipnose o resultado positivo (relação sexual ocorreu mais rápido. A imagética sexual é considerada uma comunicação entre percepção, emoção, pensamento e modificações fisiológicas, havendoevidência empírica de que as imagens podem ser tão vivas que a resposta fisiológica pode provocar aumento da temperatura, vasocongestão e mesmo orgasmo. (Ferreira, 2008)

É preciso conscientizar ao casal a importância da colaboração do marido no processo de dessensibilização para que seu desconhecimento em relação ao processo terapeutico não venha a aumentar o nível de ansiedade de sua parceira. Ele até mesmo pode aprender a fazer induções hipnóticas para reforçar acelerarando ainda mais o processo de dessensibilização, além de colaborar no aumento do vínculo afetivo do casal.

Conclusão

A hipnose, tem se mostrado uma ferramenta eficaz para tratamento de diferentes desordens psicossomáticas, ampliando os recursos do próprio paciente para abtenção dos seus abjetivos terapeuticos. Diminuindo o tempo de tratamento assim como um alívio mais rápido dos sintomas de forma geral. Consiliando a hipnose com a TCC no processo terapeutico facilita o trabalho podendo ampliar até quatro vezes a capacidade do paciente dar uma resposta positiva.


Referências:

Ferreira, Marlus V.C. Hipnose na prática Clínica -São Paulo ed. Atheneu, 2006
Ferreira, Marlus V.C. Tratamento Coadjuvante pela Hipnose -São Paulo ed. Atheneu, 2008

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: RAFAEL SIQUEIRA MACEDO Atendimentos: depressão,...

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: RAFAEL SIQUEIRA MACEDO Atendimentos: depressão,...: "RAFAEL SIQUEIRA MACEDO ..."

RAFAEL SIQUEIRA MACEDO Atendimentos: depressão, baixa auto-estima, TOC, síndrome de pânico, ansiedade generalizada, fobias, hiperatividade...PSICÓLOGO CLÍNICO

RAFAEL SIQUEIRA MACEDO
PSICÓLOGO CLÍNICO

CRP: 05/41338

Atendimentos:
depressão, baixa auto-estima, TOC, síndrome de pânico, ansiedade generalizada, fobias, hiperatividade...

Hipnose Clínica, TCC, Psicossomática.

"Consideramos a hipnoterapia um processo em que nós ajudamos as pessoas a utilizarem suas próprias associações, memórias e potencial de vida para alcançar seus próprios objetivos terapêuticos."
Milton H. Erickson

CSI - CENTRO DE SAÚDE INTEGRAL
(Dr. Edmundo Corrêa)
Av. Geremário Dantas, 832/107 – Jacarepaguá tel.: 2456-1862/ 7589-4235 psiquefael@yahoo.com.br
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Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: video Hipnose no tratamento da dor!! Reportagem no...

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: video Hipnose no tratamento da dor!! Reportagem no...: "Depoimento de nossa colega psicóloga (Edélia) da turma de formação em Hipnose Clínica"

video Hipnose no tratamento da dor!! Reportagem no IBHA (Isntituto Brasileiro de Hipnose Aplicada)

Depoimento de nossa colega psicóloga (Edélia) da turma de formação em Hipnose Clínica

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: O peso da mente – Uma revisão de literatura sobre ...

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: O peso da mente – Uma revisão de literatura sobre ...: "O peso da mente – Uma revisão de literatura sobre factores associados ao excesso de peso e obesidade e intervenção cognitivo-comportamental ..."

O peso da mente – Uma revisão de literatura sobre factores associados ao excesso de peso e obesidade e intervenção cognitivo-comportamental

O peso da mente – Uma revisão de literatura sobre factores associados ao excesso de peso e obesidade e intervenção cognitivo-comportamental (*)



Filipa Pimenta (**)

Isabel Leal (**)

Jorge Branco (***)

João Maroco (**)



RESUMO

A presente revisão de literatura foca os factores associados ao excesso de peso em diferentes fases do ciclo de vida, bem como a prevalência do excesso de peso e obesidade nas várias faixas etárias e em diferentes países. É também objecto de exploração o comportamento de dieta, o seu impacto no desempenho cognitivo, bem como a conceptualização da ingestão de comida como comportamento aditivo. Explana-se, por fim, a eficácia da intervenção cognitivo-comportamental para a perda de peso, em crianças e adolescentes, assim como em adultos.

Palavras chave: Excesso de peso, Intervenção cognitivo-comportamental, Obesidade.



ABSTRACT

This literature review focus on excessive weight and obesity and their associated factors across the different phases of the life cycle. Moreover, this article evidences the prevalence rates of obesity and excessive weight in different age groups and in diverse countries. It is also examined the diet behaviour, its impact on cognitive performance, as well as the conceptualization of excessive food ingestion as an addictive behaviour. Finally, the efficacy of cognitive-behavioural interventions for weight loss, both for children/adolescents and adults, is explored.

Key words: Cognitive-behavioural intervention, Excessive weight, Obesity.



INTRODUÇÃO

A Organização Mundial de Saúde declarou há mais de dez anos a obesidade como uma epidemia, reconhecendo-a como uma ameaça real à saúde pública (OMS, 1998). Neste sentido, a investigação evidencia que a obesidade está associada a uma crescente morbilidade e mortalidade e comporta um peso económico tanto a nível pessoal, como a nível social (Nawaz & Katz, 2001).

Dado que as taxas de prevalência de obesidade têm vindo a crescer em populações geneticamente estáveis, torna-se plausível que mudanças no ambiente e no estilo de vida tenham um forte contributo para o aumento desta epidemia (Duvigneaud et al., 2007). Segundo Hakala, Rissanen, Koskenvuo, Kaprio, e Rönnemaa (1999), diferenças em factores relacionados com a família e trabalho podem ter conduzido a estilos de vida distintos o que poderá explicar ganhos de peso diferentes verificados em estudos com gémeos idênticos.

Vários estudos documentam que a prevalência de excesso de peso (ou seja, índice de massa corporal – IMC – entre 25 e 29,9 kg/m2) e de obesidade (IMC maior ou igual a 30 kg/m2) estão a aumentar. Carmo et al. (2007) referem que a prevalência de excesso de peso na população adulta (18-64 anos), num estudo nacional conduzido entre 2003 e 2005 com 8.116 portugueses, é em média 39,4% e de obesidade é igual a 14,2%. Os autores sublinham que se observou um aumento da prevalência de excesso de peso/obesidade em Portugal, tendo passado de 49,6% (em 1995-1998) para 53,6% (no período de 2003-2005).

No que concerne à população juvenil, um estudo inglês documenta que a obesidade passou de 1,2% em 1984 para 6% em 2002/03 em rapazes; nas raparigas verifica-se um aumento de 1,8% para 6,6%, comparando as datas referidas anteriormente (Stamatakis, Primatesta, Chinn, Rona, & Falascheti, 2005).



PREVALÊNCIA DE EXCESSO DE PESO E DE OBESIDADE E FACTORES ASSOCIADOS

Crianças e adolescentes

Apesar de existirem factores individuais que potenciem o desenvolvimento de excesso de peso em crianças, o papel da família e do ambiente irá contribuir igualmente para o desenvolvimento de comportamentos associados ao ganho de peso, especificamente a nutrição e a prática de exercício físico (Odoms-Young & Fitzgibbon, 2008).

Num estudo com 1.780 crianças francesas de 4 anos concluiu-se que a prevalência de excesso de peso é de 9% e que antecedentes familiares de excesso de peso ou diabetes, bem como o tempo passado a ver televisão, estavam associados à presença de excesso de peso nesta idade (Jouret et al., 2007).

Padez, Mourão, Moreira, e Rosado (2005) realizaram um estudo com 4.511 crianças portuguesas com idades compreendidas entre os 7 e os 9,5 anos e documentam que 20% das crianças tem excesso de peso e 11% apresenta obesidade. Um nível elevado de habilitações literárias dos pais (nomeadamente, licenciatura) foi evidenciado como um factor protector.

Os mesmos autores referem ainda que a obesidade de uma das figuras parentais constitui um factor de risco, estando a obesidade materna mais fortemente associada à obesidade/excesso de peso da criança do que obesidade do pai. Ser filho único associou-se significativamente a um IMC superior a 25 kg/m2. O tempo passado em frente à televisão encontrava-se igualmente relacionado com quadros de obesidade e de excesso de peso e o aumento de horas de sono diminuía o risco da criança ter um peso acima do normal (Padez, Mourão, Moreira, & Rosado, 2005).

Stamatakis et al. (2005) concluem, a partir de vários estudos que acumularam 28.601 crianças entre os 5 e os 10 anos, que o aumento de obesidade nesta faixa etária é mais marcado entre menores de estrato socio-económico mais baixo.

Num estudo elaborado na China com 1.804 adolescentes, destaca-se que viver em zona urbana, o uso limitado de instalações desportivas na escola, um estatuto socio-económico elevado, a restrição parental à compra de snacks, ter um parente com excesso de peso/obesidade e consumir refrigerantes mais do que quatro vezes por semana são factores relacionados com o excesso de peso ou obesidade nos participantes (Li, Dibley, Sibbritt, & Yan, 2008). A literatura evidencia igualmente que, em adolescentes com excesso de peso, a auto-estima é um dos factores que parece mediar a relação negativa entre as provocações de que são alvo os jovens e a sua qualidade de vida. Sublinha-se ainda que nesta fase desenvolvimental o excesso de peso vai contribuir para a estigmatização e para o empobrecido do funcionamento psicossocial (Stern, Mazzeo, Gerke, Porter, Bean, & Laver, 2007).

De acordo com Strauss (2000), uma baixa auto-estima em crianças obesas relacionava-se com uma maior tristeza, isolamento e nervosismo. Wadden, Foster, Brownell, e Finley (1984) compararam crianças normais e obesas e concluem que não existem diferenças significativas entre elas em relação à auto-estima e que ambos os grupos evidenciam níveis normais desta variável psicológica. Decaluwé, Braet, e Fairburn (2003) exploram também a auto-estima e verificaram que crianças e adolescentes obesos com ingestão compulsiva de alimentos manifestam uma menor auto-estima do que os jovens obesos sem ingestão compulsiva.

Terres, Pinheiro, Horta, Pinheiro, e Horta (2006) encontraram uma prevalência de excesso de peso e obesidade de 21% e 5 % numa amostra de adolescentes entre os 15 e os 18 anos. De acordo com os autores, e em concordância com outros estudos já referidos, verificou-se uma associação entre excesso de peso/obesidade e obesidade parental e maturação sexual dos adolescentes. Comportamentos de dieta e sub-tracção de refeições estavam também associados a um maior risco de desenvolvimento de obesidade (Terres et al., 2006).

Noutro estudo com uma amostra representativa de 5.697 jovens portugueses, com idades compreendidas entre os 11 e os 16 anos, verificaram-se diferenças significativas entre jovens obesos e não-obesos no que concerne à prática de exercício físico. Esta investigação destaca ainda que adolescentes obesos/com excesso de peso tinham maior probabilidade de percepcionarem o seu estado de saúde como sendo pobre, relatavam uma maior dificuldade em fazer amigos e em ter comportamentos de dieta, manifestando ainda uma maior tendência para o isolamento social (Fonseca & de Matos, 2005). Wadden e Stunkard (1985) reiteram estes dados referindo que a dificuldade em perder peso (ou em manter o peso perdido) poderá contribuir não só para a diminuição da auto-confiança, como também, caso a família e os pares manifestem incompreensão perante a obesidade do familiar/ /par, para o aumento do isolamento psicossocial.

De acordo com Guo, Wu, Chumlea, e Roche (2002), um IMC elevado durante a infância e adolescência aumenta o risco para a presença de excesso de peso ou de obesidade na idade adulta. De forma concordante, Whitaker, Wright, Pepe, Seidel, e Dietz (1997) destacam que a obesidade infantil aumenta o risco de desenvolvimento de obesidade na idade adulta, acrescentando que a existência de pais obesos duplica esse risco, tanto em crianças obesas como não-obesas com menos de 10 anos.

A obesidade e o excesso de peso em adolescentes vão ter consequências negativas significativas a nível físico e psicossocial (Brennan, Walkley, Fraser, Greenway, & Wilks, 2008; Padez et al., 2005).

Jovens adultos

Num estudo que comparou estudantes universitários com peso normal e com excesso de peso, ficou demonstrado que os últimos manifestavam um medo maior de ingestão compulsiva de alimentos, uma preocupação maior com a comida, um maior desejo de ser magro e mais comportamentos de dieta; verificou-se igualmente que o IMC médio aumentava com a idade e a inactividade física (Desai, Miller, Staples, & Bravender, 2008).

Foreyt (1987) cita vários estudos que evidenciam que as pessoas obesas são alvo de uma maior discriminação (no contexto académico e laboral), e de preconceito e que as consequências sociais e psicológicas da obesidade são mais graves no género feminino.

Adultos

No que respeita ao excesso de peso na adultícia, uma investigação com 4.903 adultos belgas (com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos) verificou que, nos homens, o consumo (actual) de álcool, de tabaco (no passado) ou uma visualização de televisão superior a 11 horas por semana estava relacionado com uma maior probabilidade de ter excesso de peso. Nas mulheres, ver televisão por um período superior a 9 horas semanais encontrava-se associado à existência de um IMC entre 25 e 30kg/m2. Como factor protector importante o estudo evidencia a prática de desporto, concretamente, mais do que 4 horas por semana para homens e mais do que 2,5 horas por semana para mulheres. No caso particular do género feminino, Duvigneaud et al. (2007) acrescentam que um nível mais elevado de habilitações literárias, assim como o consumo de tabaco actual, estão relacionados com uma menor probabilidade de manifestação de excesso de peso. Esta conclusão é congruente com os resultados obtidos por Carmo et al. (2007) que evidenciam que níveis baixos de habilitações literárias e de escalão sócio-económico encontram-se relacionados com uma maior prevalência de obesidade.

Allison, Grilo, Masheb, e Stunkard (2005) documentam que pessoas obesas com ingestão compulsiva de alimentos manifestam uma maior ingestão alimentar e mais perturbações psicológicas do que pessoas obesas sem ingestão compulsiva. No que concerne a pessoas com um IMC superior a 30, Wadden e Stunkard (1985) referem que pessoas obesas da população geral não apresentam índices de psicopatologia mais elevados do que pessoas não-obesas.

Foreyt (1987) refere que são diagnosticadas, com frequência, perturbações emocionais em quadros de obesidade e que estas parecem ser consequência, em vez da causa, do elevado peso.

Idosos

Vários estudos têm explorado a prevalência de excesso de peso e de obesidade em pessoas idosas. Assim, num estudo recente com uma amostra de 6.843 pessoas de nacionalidade espanhola com mais de 60 anos encontrou-se uma prevalência de excesso de peso igual a 47,2% e de obesidade na ordem dos 34,5%. A análise multivariada revelou que obesidade estava inversamente relacionada com idade e directamente relacionada com o género (nomeadamente, feminino), habitat rural ou semi-urbano, sedentarismo e inexistência de consumo de tabaco (Cea-Calvo et al., 2008). Uma outra investigação realizada no México com 4.605 participantes com mais de 60 anos encontra igualmente uma relação inversa entre obesidade e idade, isto é, a sua prevalência diminui com o aumento da idade; os dados de prevalência de obesidade são um pouco menores do que os valores homónimos do estudo espanhol (34,5%), ou seja, 21% (Ruiz-Arregui, Castillo-Martínez, Orea-Tejeda, Mejía-Arango, & Miguel-Jaimes, 2007). Os autores referem igualmente que um nível mais baixo de habilitações literárias se relaciona com um menor risco para o desenvolvimento de excesso de peso, o que contrataria as conclusões de Duvigneaud et al. (2007) e de Carmo et al. (2007).

Outro estudo realizado nos Estados Unidos com uma amostra de 52.921 pessoas com idades iguais ou superiores a 65 anos observou que 39% da amostra tinha excesso de peso e 20% apresentava obesidade (Fuzhong, Fisher, & Harmer, 2005).

Sublinha-se ainda que um IMC superior ao normal pode ter como comorbilidade a doença cardiovascular (Bailey, Michell, Hartman, Jensen, Still, & Smiciklas-Wright, 2007; Carmo et al., 2007; Mefferd, Nichols, Pakiz, & Rock, 2007; Thomas, Bean, Pannier, Oppert, Guize, & Benetos, 2005; Yang, Shiwaku, Nabika, Masuda, & Kobayashi, 2007) ou a diabetes mellitus tipo II (Pinhas-Hamiel, Dolan, Daniels, Standiford, Khoury, & Zeitler, 1996; van den Akker, Puiman, Groen, Timman, Jongejan, & Trijsburg, 2007) podendo ainda ter um impacto negativo na qualidade de vida (Janicke et al., 2007; Mefferd et al., 2007; Stern et al., 2007).



COMPORTAMENTO DE DIETA E DESEMPENHO COGNITIVO

Alguns estudos explanam que o comportamento de dieta se associa a comportamentos problemáticos e emoções negativas (Ackard, Croll, & Kearney-Cooke, 2002; Teixeira et al., 2002) e com o aumento da resposta de stress (Johnstone et al., 2004). Esta conclusão não é, porém, consensual dado que outros estudos salientam que, durante a dieta, as pessoas apresentam uma melhoria no humor deprimido, na ingestão alimentar emocional e nas atitudes disfuncionais, e ainda um aumento de controlo sobre o peso e sobre o comportamento alimentar (Bryan & Tiggemann, 2001). A disparidade de conclusões a este nível pode radicar no facto de as investigações que concluem sobre a existência de humor negativo focarem a sua pesquisa no processo de tentativa de perder peso, enquanto os estudos que evidenciam a existência de humor positivo assentam na perda de peso bem-sucedida (Green, Elliman, & Kretsch, 2005).

No que concerne ao desempenho cognitivo destaca-se a conclusão de que não existe uma relação entre o IMC e o desempenho académico, emanada de um estudo realizado com 2.519 crianças e jovens americanos (com idades compreendidas entre os 8 e os 16 anos). Contudo, observou-se uma relação entre funcionamento cognitivo e o IMC: os resultados que concernem à organização visuo-espacial e à capacidade mental geral, conseguidos por crianças/jovens com excesso de peso ou em risco de o desenvolver, foram mais baixos do que os resultados obtidos por crianças/jovens com peso saudável (Li, Dai, Jackson, & Zhang, 2008). Utilizando uma amostra diferente, Kuo et al. (2006) chegam a outras conclusões sobre este assunto no estudo que desenvolveram com 2.684 idosos (idades compreendidas entre os 65 e os 94 anos): o design da investigação permite confirmar que idosos com excesso de peso manifestaram melhor desempenho cognitivo em termos de rapidez de memória visuo-espacial e de raciocínio do que sujeitos com um peso normal, depois de controlar diversas variáveis (tais como, idade, género, habilitações literárias, local do estudo, etc.). Os participantes com obesidade de tipo I e II obtiveram igualmente resultados significativamente superiores em termos de rapidez do processamento visuo-espacial, em comparação com o grupo de indivíduos com peso normal (Kuo et al., 2006). A restrição alimentar pode igualmente produzir um efeito na execução cognitiva: a literatura demonstra que baixos níveis de glucose no sangue, adquiridos através da restrição alimentar, têm um impacto no desempenho cognitivo, nomeadamente em relação à rapidez de recuperação de memórias (Benton & Sargent, 1992).

Também o apoio durante uma dieta pode ter um impacto a nível cognitivo. Green et al. (2005) compararam três grupos de mulheres na pré-menopausa com excesso de peso – a fazer dieta de forma acompanhada, a fazer dieta sem qualquer apoio e sem estarem a fazer qualquer dieta (grupo de controlo) – e concluíram que as participantes na condição em que não recebiam qualquer apoio manifestaram uma vigilância e uma função de planeamento executivo significativamente mais pobres após a primeira semana de dieta. Este grupo de mulheres em dieta sem qualquer apoio manifestou ainda uma subida significativa de cortisol (geralmente associado a uma resposta de stress) após a primeira semana.

Ainda em relação ao desempenho cognitivo, destaca-se que Green, Elliman, e Rogers (1997) concluíram que jovens que fazem dieta manifestam uma memória de trabalho significativamente menor à dos jovens que assumidamente não fazem dieta, mas que apresentam restrição alimentar semelhante à dos participantes que fazem. Estes resultados levam a crer que não é o nível de restrição alimentar, mas sim os pensamentos relacionados com comida (e irrelevantes para a tarefa executada e que avalia o funcionamento cognitivo) que vão consumir parte da capacidade limitada de processamento. Noutro estudo, Green e Rogers (1995) denotam que quando os sujeitos fazem dieta, em comparação com períodos em que não o fazem, evidenciam uma vigilância, um tempo de reacção e de recuperação de palavras mais fracos; nesta fase de dieta os valores de depressão e ansiedade não se modificam, mas o nível de restrição aumenta. Estes resultados apontam para a possibilidade do comportamento de dieta, acompanhado de restrição alimentar, ir exigir um esforço acrescido a recursos internos limitados, contribuindo para uma distractibilidade mais fácil. Assim, o comportamento empregue para emagrecer ou a percepção da necessidade de fazer dieta encontram-se relacionados com os défices observados no desempenho cognitivo (Green & Rogers, 1995).

Contudo, sublinha-se que alguns estudos referidos anteriormente foram elaborados com jovens mulheres com um peso saudável e que começaram a fazer dieta espontaneamente. Kretsch, Green, Fong, Elliman, e Johnson (1997) elaboraram um estudo com mulheres obesas entre os 25 e os 42 anos em dieta controlada durante 21 semanas e verificaram uma diminuição no tempo de reacção – tal como aferido no estudo de Green e Rogers (1995) – mas a capacidade de manter a atenção, o desempenho motor e a memória imediata mantiveram-se inalterados, ao contrário do que investigações anteriores com mulheres com peso normal concluíram.

Landers, Arent, e Lutz (2001) fazem igualmente referência a estudos que demonstram alterações na memória de curto prazo subsequente a uma perda de peso rápida, mas no seu estudo, que compara adolescentes que perderam peso rapidamente (5% do peso corporal) com pares que tiveram uma perda de peso inferior a 1% do peso corporal, não encontraram diferenças significativas a nível cognitivo. Contrariamente, Choma, Sforzo, e Keller (1998) referem que jovens lutadores que experimentam uma perda rápida de peso diferem de pares que não passaram pela perda de peso num curto espaço de tempo, no que concerne ao desempenho da memória a curto prazo (por ex., recuperação de uma história), tendo igualmente obtido valores significativamente inferiores em medidas de humor. Sublinha-se que todos os valores voltaram a aumentar (ficando perto dos valores prévios à perda de peso) depois de compensarem a diminuição de peso. Todavia, os autores colocam a possibilidade dos resultados serem influenciados pela ansiedade, inerente à proximidade de uma competição, no caso dos jovens lutadores que passaram pela perda rápida de peso (Choma et al., 1998).

A literatura documenta que a sugestão também pode afectar a forma como a pessoa se alimenta, perde peso e percepciona a comida. Kirk e Griffey (1995) salientam que ler uma série de sugestões escritas antes de comer e beber ou ouvir uma cassete audio com várias sugestões terá um impacto significativo: as pessoas sujeitas a este tipo de condições perderam mais peso e diminuíram a ingestão calórica diária, em comparação com um grupo de controlo. Os primeiros sujeitos apresentaram-se igualmente menos ansiosos, frustrados e deprimidos antes de comeram a sua comida favorita.

INGESTÃO EXCESSIVA DE COMIDA COMO COMPORTAMENTO ADITIVO

No que respeita à ingestão excessiva de comida, a investigação tem suportado o paralelismo entre esta e um comportamento aditivo; alguns autores comprovam esta semelhança ao nível cognitivo e neuronal (Kelley, Schiltz, & Landry, 2005).

Modelos de influência, aplicados no contexto da dependência de droga, têm vindo a ser usados no contexto da obesidade. Assim, através de um processo de aprendizagem, determinados estímulos alimentares vão provocar uma hiperactivação antecipatória; o forte desejo por comida poderá depois despoletar a ingestão excessiva de alimentos (Jansen, 1998; Rodin, Schank, & Striegel-Moore, 1989). Desta forma, a valência afectiva (atitude positiva face ao estímulo alimentar e que, por sua vez, vai influenciar o nível de motivação da pessoa) e a pressão interna para agir (que depende do nível de hiperactivação atingido perante o estímulo alimentar) vão explicar a ingestão alimentar excessiva (Drobes, Miller, Hillman, Bradley, Cuthbert, & Lang, 2001). Acrescenta-se que Craeynest, Crombez, Koster, Haerens, e Bourdeaudhuij (2008) referem que as pessoas apresentam uma maior hiper-activação perante comida rica em gordura do que face a alimentos magros, mas esta associação não é mediada pelo peso dos indivíduos (isto é, tanto pessoas com excesso de peso como os indivíduos com peso normal apresentavam uma maior activação perante alimentos ricos em gordura). Porém, os autores explicam que a inexistência de diferenças no seu estudo entre ambos os grupos (jovens com excesso de peso e jovens com peso saudável) pode dever-se ao facto da diferença de peso entre os dois grupos ser reduzida, supondo que talvez numa amostra com participantes clinicamente obesos estas diferenças pudessem ser experimentalmente comprovadas (Craeynest et al., 2008).

A Terapia Cognitivo-comportamental (TCC) tem comprovado a sua eficácia no tratamento de múltiplas perturbações, como por exemplo bulimia nervosa (Wilson, Fairburn, & Agras, 1997), anorexia nervosa (Garner, Vitousek, & Pike, 1997), perturbação pós-stress traumático (Rothbaum, Meadows, Resick, & Foy, 2000), perturbação de pânico (Barlow & Cerny, 1999), entre muitas outras.

No que respeita à perda de peso, a TCC tem igualmente demonstrado a sua eficácia (Agras, Telch, Arnow, Eldredge, & Marnell, 1997; Brennan et al., 2008; Calleja, Germán, Trincado, & Lucas, 2007; Eichler, Zoller, Steurer, & Bachmann, 2007; Gallagher, Jakicic, Napolitano, & Marcus, 2006; Grilo & Masheb, 2005, 2007; Jelalian, Mehlenbeck, Lloyd-Richardson, Birmaher, & Wing, 2006; Kalodner & DeLucia, 1991; Mefferd et al., 2007; Tsiros et al., 2008; van den Akker et al., 2007; Weber & Wyne, 2006; Wilfley et al., 2002; Wilfley, Welch, & Stein, 2003).

A este propósito Fairburn, Agras, Walsh, Wilson, e Stice (2004) referem que um bom preditor do resultado do tratamento é a resposta inicial. Grilo, Masheb, e Wilson (2006) e Grilo e Masheb (2007) suportam esta conclusão, evidenciando que participantes com uma resposta rápida (isto é, redução de 65% ou mais da ingestão compulsiva de alimentos pela quarta semana de tratamento) têm uma maior probabilidade de manifestarem a remissão deste comportamento de ingestão excessiva e compulsiva e apresentam perdas de peso superiores às dos participantes que não manifestavam uma resposta rápida.

No que concerne ao apoio especializado no contexto do emagrecimento, existem evidências de que quando a perda de peso é feita com acompanhamento, o humor é mais positivo (Blackburn, 1993) e existe uma maior expectativa de sucesso (Lowe, Miller-Kovach, Frye, & Phelan, 1999).

INTERVENÇÃO COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Crianças e adolescentes

Brennan et al. (2008) referem que a investigação desenvolvida sobre formas de tratamento eficaz para a obesidade e excesso de peso na adolescência é ainda reduzida. Apesar da investigação nesta área ser insuficiente, a intervenção precoce eficaz na obesidade é crucial na prevenção do desenvolvimento de comorbilidades e na diminuição do risco de jovens virem a ser adultos obesos (van den Akker et al., 2007).

No que concerne à perda de peso em crianças e adolescentes, o envolvimento dos pais é importante para que os objectivos de diminuição de peso e de manutenção desta diminuição sejam atingidos (van den Akker et al., 2007).

Uma investigação com adolescentes que comparou dois grupos, um em lista de espera (grupo de controlo) e o outro a receber dez sessões de intervenção cognitivo-comportamental seguidas de dez contactos telefónicos (ambos os formatos de intervenção – sessões e chamadas telefónicas – com uma frequência semanal) concluiu que a psicoterapia conduz a uma diminuição de peso, de IMC e da circunferência da cintura. Apesar de não ter havido mudanças significativas no que concerne à prática de exercício físico, a diminuição do consumo de refrigerantes pode ter contribuído de forma significativa para o sucesso da intervenção (Tsiros et al., 2008).

A literatura também evidencia que um programa de grupo cognitivo-comportamental para crianças e adolescentes (com idades entre os 8 e os 15 anos) pode ser eficaz na redução do peso através da adopção de um estilo de vida saudável, desenvolvimento da auto-estima e de uma imagem positiva; os autores sublinham que é requerido o envolvimento dos pais no processo de mudança (van den Akker et al., 2007).

Foi igualmente comprovado, através de uma intervenção comportamental com crianças com excesso de peso, que uma sessão de exercício físico de maior duração, isto é, quarenta minutos por dia, cinco vezes por semana (em comparação com uma prática mais breve do mesmo, concretamente, vinte minutos por dia, cinco vezes por semana) pode melhorar aspectos no funcionamento mental das crianças, importantes para o desenvolvimento social e cognitivo (Davis et al., 2007).

Brennan et al. (2008) documentam igualmente que treze sessões individuais de entrevista motivacional e TCC, seguidas de nove sessões de manutenção, foram eficazes na melhoria da composição corporal, na saúde cardiovascular, nas rotinas alimentares e de exercício físico e ainda do funcionamento familiar e psicossocial de adolescentes com excesso de peso e obesidade.

O reforço de pares pode também desempenhar um papel importante na mudança. Assim, a comparação de dois tipos de TCC com a duração de 4 meses – nomeadamente, TCC de grupo com reforço de pares e TCC de grupo e exercício físico – concluiu que ambos os tratamentos conduzem à perda de peso, mas mais participantes da primeira intervenção (TCC com reforço de pares) conseguem manter, de forma significativa, o peso perdido (35% versus 12% para um nível de significância igual a 0,042) 10 meses após o início dos tratamentos (Jelalian et al., 2006). Parte do sucesso da TCC com reforço de pares assenta no facto dos jovens da mesma idade servirem de modelos em relação a comportamentos de saúde positivos, numa altura desenvolvimental durante a qual os adolescentes procuram a identificação com os pares. As actividades de grupo neste programa incluíam desafios físicos e mentais com o intuito de aumentar a auto-confiança e desenvolver capacidades sociais e de resolução de problemas (Jelalian et al., 2006).

Epstein, Valoski, Kalarchian, e McCurley (1995) mostram que pode haver diferenças na eficácia dos programas delineados para crianças e adultos obesos, dado que as crianças manifestam perdas de peso significativamente maiores do que os seus pais. Esta conclusão compreende-se à luz da evidência de que a mudança do estilo de vida atinge-se mais facilmente quando o sedentarismo e hábitos alimentares pouco saudáveis estão ainda pouco enraizados e quando a alimentação equilibrada e a prática de exercício físico são desenvolvidos durante a infância (van den Akker et al., 2007). Não obstante, vários estudos mostram a eficácia de intervenções cognitivo-comportamentais para perda de peso em adultos.

Adultos

Teixeira et al. (2002) destacam alguns factores que se associam ao insucesso de um programa de perda de peso para mulheres de meia-idade com excesso de peso ou obesidade. Assim, um maior número de tentativas para emagrecer, avaliações mais severas sobre o emagrecimento, uma maior percepção de que o peso tem um grande impacto na qualidade de vida, uma baixa auto-motivação, uma maior insatisfação com o tamanho corporal e uma baixa auto-estima encontram-se correlacionados com uma menor perda de peso, no contexto de uma intervenção comportamental para esse efeito; os factores evidenciados irão ainda distinguir de forma significativa as participantes que respondem das que não respondem à intervenção.

A literatura esclarece que as intervenções cognitivo-comportamentais que desenvolvem a motivação e um conjunto de estratégias para ultrapassar os obstáculos à implementação de exercício físico e de uma alimentação equilibrada constituem tratamentos psicológicos eficazes para a diminuição de peso (Weber & Wyne, 2006).

A investigação destaca igualmente que uma intervenção cognitivo-comportamental com a duração de 16 semanas é significativamente mais eficaz na redução do peso, do IMC, do perímetro da cintura e ancas, dos níveis de colesterol e triglicéridos, do que um grupo de controlo (nomeadamente, uma lista de espera) (Mefferd et al., 2007).

É também salientado que é exequível introduzir uma intervenção cognitivo-comportamental nos cuidados de saúde primários, com um formato de curso. A média de peso perdido por participante, por altura da consulta de seguimento realizada 12 meses após o final do tratamento, pode chegar aos 4kg (Eichler et al., 2007).

Kalodner e DeLucia (1991) compararam quatro tratamentos para o excesso de peso em 69 adultos, nomeadamente, apenas terapia comportamental, apenas TCC, terapia comportamental com educação nutricional e TCC com educação nutricional, verificando que os quatro tratamentos conduzem a uma mudança positiva nos hábitos alimentares. Concretamente, a intervenção comportamental conduziu a um aumento significativo do uso de estratégias de controlo do peso por parte dos participantes e os indivíduos que estiveram num grupo com componente cognitiva manifestaram pensamentos mais adaptativos em relação ao peso.

A literatura demonstra ainda que um programa de grupo cognitivo-comportamental é tão eficaz como uma psicoterapia interpessoal de grupo na recuperação da ingestão compulsiva de alimentos em pessoas com excesso de peso (Wilfley et al., 2002; Wilfley et al., 2003). Grilo e Masheb (2005) confirmam a eficácia de um programa de auto-ajuda cognitivo-comportamental de 12 semanas na perturbação de ingestão compulsiva, mas não na perda de peso.

Alguns autores defendem que, nos casos em que existe ingestão compulsiva, os programas cognitivo-comportamentais serão eficazes na perda de peso se foram eficazes no tratamento da ingestão compulsiva de alimentos. Agras et al. (1997) referem que um ano após o término de um programa cognitivo-comportamental (associado a um programa complementar de perda de peso), mulheres obesas que tinham parado a ingestão compulsiva durante a intervenção tinha perdido e mantido peso, mas as participantes que não conseguiram parar este comportamento ganharam peso. Assim, parar a ingestão compulsiva de alimentos parece ser de crucial importância para a redução de peso e, tal como este estudo comprova, tal é possível com uma intervenção cognitivo-comportamental (com manutenção de resultados até pelo menos um ano). Eldredge et al. (1997) relatam que, no caso de indivíduos que não conseguem reduzir a ingestão compulsiva até às 12 sessões de TCC, será benéfico estender o tratamento psicológico dado que, pela vigésima sessão, pode ocorrer a diminuição ou a remissão deste comportamento em participantes não-responsivos nas primeiras 12 sessões.

Munsh et al. (2007) compararam dois tratamentos (cognitivo-comportamental e comportamental), ambos com 16 sessões semanais, para a perda de peso numa amostra de oitenta mulheres com excesso de peso e ingestão compulsiva de alimentos. Concluem que o primeiro é mais eficaz em reduzir a ingestão compulsiva e que o programa comportamental conduz a uma maior perda de peso após o término da intervenção. Contudo, no final de um ano não se detectam diferenças significativas entre ambos os grupos.

Tal como tinha sido anteriormente referido, a sugestão pode ter um impacto positivo na perda de peso e na forma como o sujeito percepciona a comida (Kirk & Griffey, 1995). Kirsch (1996) efectuou uma meta-análise sobre o efeito da conjugação de hipnose clínica com TCC e concluiu que a relação de peso sem hipnose é em média 2,72kg enquanto a adição de hipnose ao programa cognitivo-comportamental permite uma perda de 5,37kg em média (analizando os períodos de pós-tratamento e deseguimento).

Os hábitos nutricionais e de exercício físico foram igualmente modificados após uma TCC de 12 sessões semanais, numa amostra de indivíduos com esquizofrenia, tendo sido observada uma diminuição de peso no grupo experimental (Calleja et al., 2007).

No mesmo sentido, um estudo realizado também com uma amostra de participantes com esquizofrenia (e que experimenta um ganho significativo de peso devido à medicação) comprova que 16 sessões de terapia de grupo cognitivo-comportamental são eficazes na perda de peso, em comparação com um grupo de controlo (Weber & Wyne, 2006). As sessões incluíam role playing, estabelecimento de objec-tivos, gestão da motivação, desenvolvimento de capacidades para resolução de problemas, análise de custo-benefício, exploração de obstáculos à mudança, informação sobre uma alimentação baixa em gordura e estabelecimento de plano para aumentar a actividade física (Weber & Wyne, 2006). No grupo de TCC os participantes perderam em média 2,9% do peso corporal, enquanto no grupo de controlo os sujeitos perderam 0,6%.

Gallagher et al. (2006) defendem que uma intervenção que consiga aumentar a auto-eficácia em relação à prática de exercício físico, recorrendo a estratégias cognitivas e comportamentais, pode conduzir à prática mais frequente e/ou intensa de exercício físico, o que por sua vez pode permitir uma perda de peso significativa.

É de sublinhar ainda que Jordan, Canavan, e Steer (1985) chamam a atenção para o facto de que o uso de diferentes índices de mudança de peso, no contexto da avaliação da eficácia a longo prazo da TCC para perda de peso, pode conduzir a conclusões significativamente diferentes, dependendo do índice que se utilizar. Ressalvando o explicitado anteriormente, a literatura evidencia que a terapia cognitivocomportamental é eficaz na perda de peso.



CONCLUSÃO

A literatura mostra-nos que existem vários factores, de natureza pessoal e contextual associados ao excesso de peso; estas evidências permitem que se identifique grupos de pessoas que se encontram em maior risco de desenvolver excesso de peso ou obesidade.

Tendo em conta as consequências que um IMC superior a 24,9kg/m2 pode ter para a saúde física e psicológica da pessoa, implementar nos cuidados de saúde tratamentos eficazes para a perda de peso é certamente um objectivo importante e premente, dado o aumento da prevalência de excesso de peso/obesidade, nas últimas décadas. E, tal como sublinham alguns autores, é possível introduzir tratamentos relativamente breves e satisfatoriamente eficazes para a perda de peso, nomeadamente de orientação cognitivo-comportamental, nos cuidados de saúde primários (Eichler et al., 2007).

Considerando que a percentagem de desisência e de sucesso baixo em programas de perda corresponde a uma grande parte dos sujeitos (Teixeira et al., 2002), sustenta-se que é crucial a adopção do aumento da adesão aos tratamento como um foco de intervenção. Pierce e Stoltenberg (1990) comprovam que a introdução de técnicas cognitivo-comportamentais para aumentar a motivação das pessoas para aderirem a um tratamento psicológico para perda de peso (e quando introduzidas antes do tratamento concretamente direccionado para a redução de peso), eficaz no aumento de adesão ao mesmo, em comparação com grupos de controlo.

Conclui-se assim que a investigação feita na área, e tal como evidenciado anteriormente, aponta para a eficácia de intervenções breves cognitivo-comportamentais na diminuição de peso, em pessoas com excesso de peso e obesidade.



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(*) Projecto financiado pela FCT (referência SFRH/BD/32359/2006)

(**) Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde, Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

(***) Maternidade Dr. Alfredo da Costa.

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá:

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá:

quarta-feira, 1 de junho de 2011

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Desfrutem dessa experiência maravilhosa! Relaxar seu corpo e mente em tempos em que não temos tempo para nós mesmos é fundamental para uma vida melhor, equilibrada e mais saudável!

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O Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada oferece atendimento psicoterapêutico em grupo na clínica social localizada na rua Barata Ribeiro, 399 Sala 202 – Copacabana, Rio de Janeiro, Telefones: (21) 2549-4413 e (21) 3902-9414
O Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada desde 1996 é registrado no Conselho de Psicologia para ministrar cursos de formação para profissionais da área de saúde (psicólogos, médicos e dentistas) e fazer atendimento psicoterapêuticos.
Visando atender melhor a população menos favorecida do Rio de Janeiro o projeto IBHAATITUDE Social oferece atendimento psicológico em grupo acessível para todos.
Psicóloga resposável técnica:
Clystine Abram Oliveira Gomes
CRP: 05/15048
Psicoterapêuta:
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PSICÓLOGO CRP: 05/41338 ATENDIMENTO INDIVIDUAL E EM GRUPO PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL E HIPNOTERAPIA
COPACABANA TEL.: 7589-4235 www.psiquehipnoterapia.com

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Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: O FUTURO DA HIPNOSE: "As Perspectivas Do Futuro Da Hipnose Autor: Paulo Paixão O tema que me foi imposto – As perspectivas do futuro da Hipnose – poderia ser r..."

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Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: CSI CENTRO DE SAÚDE INTEGRAL (Dr. Edmundo Corrêa)

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Autoconhecimento “A Dificílima Viagem De Si A Si ...

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Autoconhecimento “A Dificílima Viagem De Si A Si ...: "Autoconhecimento “A Dificílima Viagem De Si A Si Mesmo” Autora: Márcia Ferreira Machado (CRP 05/37392) “...Restam outros si..."

Autoconhecimento “A Dificílima Viagem De Si A Si Mesmo”

Autoconhecimento

           “A Dificílima Viagem De Si A Si Mesmo”

Autora: Márcia Ferreira Machado (CRP 05/37392)

“...Restam outros sistemas fora do solar a colonizar.
Ao acabarem todos só resta ao homem (estará equipado?)
A dificílima, dangerosíssima viagem de si a si mesmo:
Pôr o pé no chão, do seu coração
Experimentar, colonizar, humanizar o homem
Descobrindo nas suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insustentada alegria
De com-viver.”
                              (Carlos Drummond de Andrade)


Você já percebeu como você reage emocionalmente frente às dificuldades da vida?
Conviver com diversas situações de forma equilibrada, pode ser dificílimo e parecer até
impossível. Mas, o homem possui recursos internos que podem colaborar bastante nesse
processo, e o autoconhecimento é um riquíssimo potencial se para alcançar tal objetivo.
Em geral, as pessoas costumam se queixar de seus problemas responsabilizando
tudo e todos ao seu redor, atribuindo todo o seu  bem-estar ou mal-estar, conquistas e
perdas às coisas externas. Quase nunca se implicando com as conseqüências em função
das escolhas que fazem, e vivem profundamente infelizes porque acreditam que todas as
soluções também virão de fora e cairão como um pacote prontinho, e tudo bem.  Não.
Um velho sábio da antiguidade disse: “Conhece-te a ti mesmo”. Essa mensagem de
Sócrates  dirige-se ao toque de inteligência Emocional: ou seja, a consciência dos
próprios sentimentos quando eles se manifestam. Estar atento à diferença entre ser presa
de um sentimento e tomar consciência de estar sendo arrebatado por ele é crucial, diz
Golemam (1996), p.59.  Escolher e observar conscientemente é um mecanismo muito
enriquecedor e o coração sabe qual é a resposta correta. Embora, a maioria das pessoas
considere o coração piegas e sentimental. Enganam-se. Pois ele é, intuitivo, holístico,
contextual e relacional, afirma Deepak Chopra (1998), p.41-42. 124
Lembrando Antoine de Saint Exupéry com seu bes-seller O Pequeno  Príncipe: “É
com o coração (sentimento) que se vê corretamente; o essencial é invisível aos olhos”.
São os nossos  sentimentos, que transformam tudo e todos, com os quais nos
relacionamos, importantes para nós.
Leonardo Boff em, Saber Cuidar (1999), lança mão do trocadilho de Daniel
Goleman, “Mas do que o cartesiano: penso, logo existo, importa o sinto, logo existo”. A
fonte de pesquisas empíricas do autor supracitado, a respeito do cérebro e da neurologia,
revelou aquilo que Platão (427-347 a.C), Santo Agostinho (354-430), a escola
franciscana medieval com S.Boaventura Duns Scotus no século XIII, Pascal (1623-
1662),  Schleiermacher (1668-1834) e Heidgger (1889-1976), nos transmitiram há
muitos e muitos anos atrás. Continuando nossa viagem. Vamos nos aprofundar ainda
mais nessa aventura humana  buscando em nossos  arcabouços a origem de todo esse
potencial humano aqui apresentado, p.100.
Retomando a nossa história,  constatamos que  existe uma significativa diferença
entre os seres humanos e os outros mamíferos, e esta reside no fato de que os humanos
demandam muito mais tempo para passar pela infância e atingir a idade adulta.
Enquanto que os  filhos de outros mamíferos se desenvolvem plenamente no útero e
nascem prontos para o mundo externo. Comparados a estrutura de outros animais, os
bebês humanos parecem nascer prematuros.
 Exigindo as famílias que lhes proporcionasse proteção, as quais, podem ter iniciado as comunidades,
as tribos nômades e aldeias que deram origem à civilização humana.
Neste período, os seres humanos sofreram muito com as alterações climáticas, então
os sobreviventes humanos uniam-se para caçar juntos e partilhar juntos seus alimentos,
essa partilha tornou-se  um estimulador para a civilização e  para  a cultura humana,
surgindo enfim as dimensões míticas, espirituais e artísticas da consciência humana.
Pontua Fritjof Capra, (2007), p.204-205). Assim compreendemos porque o homem é um
ser gregário.125
Segundo Leonardo Boff, “o cuidado está na raiz da existência humana. É intrínseco
ao homem. Complementa: É conhecendo melhor a história do universo e a nós mesmos,
que estamos conhecendo a nossa ancestralidade.”
     Enfatizando as palavras do inesquecível poeta Drummond, podemos “descobrir nas
próprias inexploradas entranhas, a perene alegria de” viver e “com-viver”.
Mas, viver este importante processo de autoconhecimento, protegido pelo sutil cuidado
de  um bom profissional é  ainda  melhor. Para tanto, vamos falar de algumas
especialidades que contribuem diretamente com este processo, neste caso, a psicologia,
a meditação e a hipnose. Todos com origem na antiguidade.
       Lembramos que as raízes da psicologia se expandem pelo interior das profundezas
da alma humana e significa estudo da psique, mente ou alma e conta, milênios antes de
Cristo.
No século XVI, na Alemanha, psique foi conjugada a logos (estudo), da alma. Em torno
de 1730, ela já era usada num sentido mais moderno no mesmo país, além da Inglaterra
e da França; ainda na época de 1888, psicologia era definida, “a ciência da psique ou da
alma”.
Ken Wilber (2002), em uma de suas pesquisas, descobre um precioso manual que inclui
Fechner em 1850, quando ele percebe que a lei de ligação entre mente e corpo pode está
num enunciado da relação quantitativa entre a sensação mental e o estímulo material. É
a lei de Fechner”. Posteriormente, descobre outra preciosidade do mesmo autor,  Life
after diath (A vida após a morte), nele o autor inicia dizendo: “O homem vive na terra
não apenas uma vez, mas três.”  Schopenhauer  dizia ter baseado grande parte da sua
filosofia no misticismo oriental. P.7-8.
         Como vemos, as raízes da psicologia moderna estão apoiadas em tradições
espirituais, por que a psique  está conectada em fontes espirituais.  São estes percursos
internos que fazem o homem trilhar nos processos terapêuticos.
          Seguindo para outro recurso, apresentamos a Meditação.
De acordo com Deepak Chopra, essa é uma técnica eficaz para diminuir a tensão,
aumentar a criatividade e proporcionar uma profunda sensação de paz ao praticá-la. É
um eficiente recurso para equilibrar o corpo durante os períodos de sono e vigília, e tem
a capacidade de intensificar o estado de alerta e de aprofundar o relaxamento. Em fim, é
um estado de não pensar.
          Ken Wilber, em sua obra “O olho do Espírito” , afirma, baseado nas pesquisas de
Charles Alexander, psicólogo do desenvolvimento,  profissional de muita expressão a 126
começar pela sua dissertação de doutorado em Harvard (1982), a respeito do
desenvolvimento do ego e das mudanças de personalidade em presidiários que
praticavam Meditação.  O resultado de sua pesquisa  é que  a meditação vai “acelerar o
desenvolvimento da consciência de modo notável, sem alterar suas forma ou seqüência
básica”. Atestando assim, que ela não altera o curso do desenvolvimento psicológico,
mas acelera significativamente. Eis aí a relação da Meditação com a psicoterapia.
          Por fim, abordaremos a Hipnose  baseada em  Milton Erickson, Conforme
apresentado por Sofia Bauer, no livro “Hipnose Erickisoniana Passo a Passo”, que
consiste em fazer um tipo de transe exclusivo para cada cliente, de acordo com um
critério de avaliação de como cada pessoa é, como cria seu sintoma, como é sua
resistência. Utilizando  sempre o  material do  seu  próprio  discurso  para colocá-lo em
transe. Este é compreendido como uma experiência natural a todo ser humana. O
terapeuta captura a atenção do cliente por meio de aspectos de interesse e linguagem
própria do mesmo.  O material que emerge deve ser aceito espontaneamente,
aproveitando inclusive a resistência,  utilizando-se deste para ir passo a passo para
dentro do cliente.
          Assim, podemos conhecer melhor nossas potencialidades e aplicá-las no nosso
dia a dia, frente às situações e emoções inesperadas. Compreendendo melhor a causa
das angústias e sofrimentos por nos desviamos tanto da nossa essência humana. Então
sigamos o exemplo de Drummond e aventuremo-nos nas nossas próprias, inexploradas
entranhas

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo

Psicologia e Hipnose em Jacarepaguá: Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo: "Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo Autor: Drº Marlus Vinicius Costa Ferreira (CRM -PR 2347) O objetivo é proporcionar inform..."

Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo

Hipnose No Tratamento Coadjuvante Do Tabagismo

Autor: Drº Marlus Vinicius Costa Ferreira (CRM -PR 2347)

O objetivo é proporcionar informações sobre o tabagismo e o seu tratamento
provenientes de publicações científicas e experiência clínica que sejam de valor prático
para os profissionais envolvidos no atendimento de pacientes fumantes. Os cigarros são
responsáveis por muito mais danos do que todas as drogas ilegais combinadas¹. A
nicotina presente no cigarro é cinco a 10 vezes mais potente do que a cocaína ou a
morfina para produzir efeitos psicoativos em humanos². A vida média de eliminação da
nicotina é aproximadamente de uma a quatro horas, com significativa variação
individual³.
A quantidade de nicotina despejada nos receptores cerebrais entre 10 e 20
segundos após uma tragada depende das características individuais de cada fumante,
volume da tragada, profundidade da inalação, número de tragadas,  quantidade de
diluição do ar na sala ou no ambiente livre no qual esta sendo fumado um cigarro e
obstruções dos furos de ventilação na parte do filtro do cigarro
4
 A queima da ponta do .
cigarro vaporiza a nicotina que é inalada para os bronquíolos e alvéolos pulmonares
durante a tragada, onde é absorvida pelos vasos capilares, passa do para o ventrículo
esquerdo e, via artérias, arteríolas e capilares é espalhada para o corpo e para o encéfalo.
A nicotina passa rapidamente pela barreira hematoencefálica porque a molécula é de
pequeno tamanho, e no cérebro provoca liberação de acetilcolina (melhora a memória),
de dopamina (sensação de prazer), de noradrenalina (sensação de prazer e anorexia), de
beta endorfinas, causando redução de estados negativos associados com a tensão e
ansiedade. O fumo da maioria dos cigarros tem o pH ácido variando de 5.5 à 6.0,
porque é curado em fornos com temperaturas específicas para a fabricação desses
cigarros, de modo que a nicotina não é absorvida pela mucosa bucal, porque está quase
totalmente ionizada, mas é facilmente absorvida pela superfície dos estimados
30.000.000 de alvéolos pulmonares que desdobrados alcançam 140m2. Ao contrário, o
fumo para charutos e cachimbos é curado em ambiente natural, ao ar livre sob o sol, tem
pH alcalino 7.0 ou maior, sendo absorvido pela mucosa bucal
5
 .
O relatório do Surgeon General (Ministério da Saúde dos EUA) de 1988 define
dependência como o uso compulsivo de uma droga que tem psicoatividade e que pode
estar associada com tolerância e dependência física  (p.ex., pode estar associada com 36
sintomas de afastamento após a suspensão no uso da droga)
6
 Esse relatório concluiu .
que o cigarro e outras formas de tabaco geram dependência e que é a nicotina existente
no tabaco que causa a dependência. Contudo, um grupo de aproximadamente 10% de
tabagistas, fuma regularmente cinco ou menos cigarros por dia e parece não ter
Dependência
7
e, esses fumantes em sua maioria, não apresentam sintomas de
afastamento quando param de fumar. Tipicamente essas pessoas fumam em situações
específicas, podem ficar um ou mais dias sem fumar e podem parar de fumar sem
grande desconforto pessoal.
Dez brasileiros morrem a cada hora de doenças decorrentes do cigarro
8
; em um
dia são 240 mortes. Em um mês são 7.200 mortes, e em um ano a guerra do cigarro
mata 86.400 brasileiros. Contudo, o governo brasileiro age como um fumante
inveterado, porque de cada real gasto pelo fumante em cigarros, o governo embolsa 74
centavos em impostos, mas gasta muito mais do que isso no tratamento de pessoas com
doenças decorrentes do ato de fumar. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de
Doenças dos EUA, cada cigarro fumado corresponde a USD $ 7.18 em cuidados
médicos e perda da produtividade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, duzentas toneladas de nicotina são
consumidas diariamente no mundo e é estimado que um bilhão de pessoas seja
dependente. Além disso, segundo estimativa divulgada pela agência Reuters,
continuando a tendência atual um bilhão de pessoas morrerão no século XXI de doenças
relacionadas ao tabaco. Os fatores que contribuem para a ampliação do uso do cigarro e
da dependência à nicotina acima dos problemas com outras drogas incluem
9
: grande
disponibilidade, o custo relativo é menor do que o de outras drogas, ausência de séria
consequência legal, marketing de elevada qualidade realizado pela indústria do tabaco.
O que é intolerável é a meta da indústria do tabaco visar atingir os adolescentes,
porque eles sabem que terão um consumidor durante décadas. Vários estudos indicam
que as pessoas ao começar fumar entre 14 e 16 anos de idade, desenvolvem muito maior
dependência da nicotina do que aquelas que fumam o primeiro cigarro após os 20 anos
de idade
10-13
 O adolescente é mais vulnerável para a disfunção colinérgica provocada .
pela nicotina
14
, e também mais vulnerável para a alteração dos sistemas noradrenérgico
e dopaminérgico
10
 O adolescente que começa fumar aos 15 anos de idade formará um .
circuito cerebral só para a nicotina que o acompanhará para o resto da vida, porque foi
feito em espaços que estavam sendo abertos para novos circuitos cerebrais; e depois se
parar fumar, esse circuito permanece ativado durante sete anos
15
 Se o início do .37
tabagismo ocorrer após os 25 anos de idade, ao parar de fumar os circuitos cerebrais são
desativados em seis meses.
O ato de fumar frequentemente causa dependências química, psicológica e
comportamental. As ações farmacológicas diretas da nicotina são necessárias, mas não
suficientes para explicar o tabagismo e além dos efeitos neurofisiológicos da nicotina,
deve-se levar em conta o contexto do ambiente no qual o comportamento ocorre
16
 A .
dependência psicológica está relacionada ao prazer em fumar, ao alívio da ansiedade, a
melhora do humor e da memória de curta duração, porque a nicotina é uma droga
psicoestimulante. Contudo, os fumantes começam apresentar comprometimento do
humor e da performance dentro de horas após terem fumado o último cigarro e,
certamente, de um dia para o outro. Esses comprometimentos são aliviados
completamente ao fumar um cigarro. Os tabagistas crônicos passam milhares de vezes
por esse processo durante o período de suas vidas enquanto fumantes, e isso pode levá-
los a identificar o cigarro como uma auto-medicação efetiva, mesmo se o efeito é
apenas de alívio dos sintomas de afastamento em vez de alguma melhora concreta
17
 A .
dependência comportamental está associada com situações, locais, horários, atividades,
pessoas. A dependência comportamental, decorrente da repetição do mesmo ritual para
fumar (condicionamento clássico pavloviano), colocando muitas vezes um cigarro na
boca, sentindo a sensação da fumaça dentro da boca e na garganta. Considerando que
em média uma pessoa dá dez tragadas em cada cigarro, se ela fumar um maço de
cigarros ao dia, está fazendo o gesto de levar um cigarro à boca e de sentir a fumaça
roçando a sua garganta em torno de 200 vezes ao dia, o que perfaz 7.200 vezes em um
ano. Além disso, cada vez que uma pessoa retira um cigarro do maço para fumar ela
está reforçando a visão do maço de cigarros com o ato de fumar, que perfazem 7200
vezes em um ano. O ato de fumar também desempenha importante papel na manutenção
do comportamento do fumante
18-21
e inclusive exames de  tomografia por emissão de
pósitrons (PET) e ressonância magnética funcional (RMf) mostram nos fumantes
aumento da atividade cerebral nas regiões associadas à atenção, motivação e
recompensa em relação às circunstâncias associadas ao ato de fumar
22,23.
Nos fumantes
privados da nicotina, são ativados os circuitos cerebrais da recompensa e da atenção
pela exposição às imagens associadas ao ato de fumar
23
, e inclusive as circunstâncias
associadas ao ato de fumar são processadas como drogas que causam dependência, e
ativam regiões mesolímbicas do sistema de recompensa
23
 O tratamento deve .38
proporcionar condições para que o paciente aprenda lidar com esses três aspectos, a fim
de superar o tabagismo.
A exposição às circunstâncias associadas ao ato de fumar pode desencadear
estimulação fisiológica, recaídas, procura pela nicotina e avidez pelo cigarro. Um estudo
de ressonância magnética com imagens de perfusão examinou em 21 fumantes a
atividade neural associada às circunstâncias indutoras da avidez, comparando a ativação
durante a exposição às circunstâncias associadas e não associadas ao ato de fumar
24
 .
Esse estudo mostra que a ativação das áreas do córtex pré-frontal dorso lateral
bilateralmente e cíngulo posterior, positivamente, se correlacionam com a intensidade
da avidez e as circunstâncias associadas ao ato de fumar. Em um estudo
25
pela RMf para
a comparação da resposta da ativação cerebral ao fumar e ao videotape de controle em
20 fumantes sadios, enquanto era variado os graus da expectativa para fumar e níveis de
abstinência, mostrou que a ativação neural foi fortemente modulada pela expectativa e
em menor extensão pela abstinência. Em indivíduos esperando fumar imediatamente
após uma sequência do exame de RMf, as circunstâncias associadas ao ato de fumar
ativaram as áreas cerebrais implicadas na estimulação, atenção e controle cognitivo
25
 .
Contudo, quando esses mesmos indivíduos sabiam que não poderiam fumar dentro das
próximas quatro horas, praticamente não houve ativação dessas áreas cerebrais,
independentemente de relatarem avidez para fumar. Desse modo, as circunstancias
associadas ao ato de fumar agem nas áreas envolvidas na atenção, mas se criarmos
expectativas que o tabagista não fumará, não haverá a ativação cerebral e,
consequentemente, a modificação das expectativas de cada indivíduo em relação ao ato
de fumar pode facilitar o tratamento. Portanto, durante a hipnose, estabelecer
expectativas para o paciente permanecer não fumante diante de circunstâncias
vinculadas ao seu hábito de fumar no passado. Outra possibilidade é provocar amnésia
para as circunstâncias associadas ato de fumar que no indivíduo exposto despertavam a
avidez para fumar, desde que o paciente tenha habilidade hipnótica para a amnésia.
O grau de ativação dos receptores nicotínicos cerebrais varia de uma pessoa para
outra:
1. Em torno de 5% dos fumantes apresentam nula ou discretíssima sensibilidade à
nicotina, porque geneticamente não desenvolvem ativação dos receptores cerebrais. São
aqueles pacientes que fumam uns quatro a cinco cigarros diariamente e, quando
decidem parar, param sem necessidade de aconselhamento ou de tratamento médico
26
.39
2. Aproximadamente 50% dos fumantes têm dependência acentuada à nicotina que pode
ser evidenciada no teste de Fagerström modificado
27
indicando escore entre 6 e 10
pontos
28
.
3. Em torno de 45% dos fumantes têm graus variáveis de baixa à média sensibilidade à
nicotina, e quando fumaram o primeiro cigarro apresentaram sintomas desagradáveis
fracos. Estas pessoas apresentam baixa ou média dependência à nicotina, fumam
moderadamente, e ao parar de fumar os sintomas de abstinência são discretos, além do
risco de recorrência não ser muito elevado.
O uso das sugestões hipnóticas para eliminar o tabagismo foi primeiro
documentado em 1847, e atualmente é amplamente usado como técnica para 6 parar de
fumar. Contudo, mesmo que um tratamento seja amplamente usado não significa
garantia que tenha suporte empírico. Para a evidência empírica da eficácia de um
tratamento é preciso preencher os e critérios de Chambless  e Hollon publicados em
1998
29
:
randomização;
existência de manual especificando as condições do tratamento;
população com critérios definidos de inclusão;
número mínimo de 25 a 30 pacientes por braço;
estatisticamente superior a não tratamento ou placebo ou tratamento
alternativo já estabelecido;
reprodução dos resultados em dois serviços independentes;
Esses critérios para alguns tratamentos como para o tabagismo precisam ser
acrescidos das seguintes diretrizes: definir abstinência como sendo a completa
permanência sem fumar nenhum cigarro, charuto ou cachimbo; comprovação
bioquímica da abstinência relatada pelo paciente e seguimento mínimo de um ano
30
.
Os programas utilizando a hipnose para eliminar o hábito de fumar variam desde
uma só consulta com hipnose e ensino de auto-hipnose; consulta única com terapia
cognitiva e hipnose, sem auto-hipnose, nem gravação; duas consultas de duas horas
cada, associadas à terapia cognitiva; três consultas com hipnose associada à terapia
cognitiva; oito consultas espaçadas em três meses. Há ainda a associação da hipnose,
terapia cognitiva com adesivo de nicotina e/ou com farmacoterapia, especialmente a
bupropiona.40
Nosso protocolo com oito a 12 consultas proporciona oportunidade para ajustar
as consultas às necessidades individuais, à medida que o tratamento se desenvolve. As
estruturas de cada consulta é o resultado de constante aprimoramento da intervenção
pela hipnose
31,32,33,34
 Este protocolo propõe que a 2a consulta seja agendada para o dia .
que o paciente se tornar não fumante. A 3a consulta é marcada com o intervalo de um
dia após a segunda consulta; enquanto a quarta consulta fica estabelecida para quadro
dias após a terceira consulta. Contudo, essa sequência inicial pode ser modificada de
acordo com as necessidades de cada paciente. Na Tabelas 1 estão os tópicos avaliados
em cada consulta.
Nas tabelas 2 e 3 estão os pontos abordados, respectivamente, durante a primeira e a
segunda consulta. 41
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